Diretoria limpa o passado para reconstruir novo Flamengo

Publicado em 14 de janeiro de 2013

 

 

Quem é flamenguista de alma  aprova todas as decisões até agora tomadas pela nova diretoria do Flamengo, clube tecnicamente quebrado, sem grana até para pagar salários de atletas.

A liberação de Vagner Love foi acertada.

Grandes craques, só quando o clube estiver saneado.

E ele será saneado, disso não temos dúvidas.

 

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Atualização às 10:53

Deu agora há pouco no Globo.com

Ao caminhar pela sede da Gávea, Eduardo Bandeira de Mello procura saber quando Dorival Júnior comandará o primeiro coletivo de 2013. Está ansioso, mas contido como a nova função pede. A arquibancada deu lugar ao gabinete presidencial do Flamengo. O torcedor que sofria, xingava e vibrava foi eleito presidente do clube com passado de glórias, um presente de situação financeira extremamente delicada, mas que se dá o direito de sonhar com um futuro melhor.

– Claro que a nossa expectativa era ter recursos para contratar grandes reforços agora e ao longo do ano. Mas, quando vemos que a situação é complicada, temos que priorizar a nossa dignidade. Então, não vamos fazer nada que sacrifique essa postura de responsabilidade. Tenho tido 99% de manifestações de apoio. É claro que tem gente que queria que eu contratasse o Messi, o Cristiano Ronaldo, mas não dá. Quem sabe ano que vem? – brincou Eduardo Bandeira de Mello.

Na última quinta-feira, o clube anunciou um pacote de contratações: o volante Elias, o meia-atacante Gabriel e o lateral-esquerdo João Paulo. O anúncio só ocorreu depois de o salário de novembro dos jogadores do grupo atual ser quitado. Horas depois da confirmação oficial dos reforços, veio a notícia de que o 13º do elenco também fora depositado.

No sábado, no entanto, a notícia sobre a saída de Vagner Love mexeu com os rubro-negros. Em débito com o atacante e o CSKA, o Flamengo abriu mão de seu principal jogador. Disse a Love que não teria como pagá-lo e nem cumprir o acordo feito com os russos há um ano. Ainda no sábado, o clube convocou uma coletiva para falar sobre o assunto, mas o presidente e o jogador fizeram apenas um pronunciamento. Ambos mostraram desconforto ao falar sobre o rompimento e deixaram a impressão de uma manobra ensaiada. 

Em pouco mais de dez dias, o Flamengo de Eduardo e um forte grupo de executivos que tem no front Luiz Eduardo Baptista, o Bap, tenta a construção de um novo clube. Resgate da credibilidade, honra aos compromissos, ciência de que a razão de ser do Flamengo é o futebol, ampla reformulação no quadro funcional, mudanças de diretrizes e um ponto crucial: investimento no até então inerte departamento de marketing.

– O marketing do Flamengo vai ser o carro-chefe da nossa administração, vai ser o que vai nos fazer chegar ao patamar que a torcida do Flamengo merece – afirmou o presidente.

A nova direção começa a arrumar a casa com Eduardo Bandeira de Mello na cadeira presidencial, mas sem deixar de lado o torcedor que tem certezas do grande desafio. E uma dúvida: afinal, que time Dorival vai escalar no coletivo?

 

 

 

Leia Entrevista completa de Eduardo de Mello, AQUI.