Dinheiro curto

Publicado em 17 de fevereiro de 2010

Leio nos jornais que o Conselho Deliberativo do Clube do Remo se reunirá, na próxima sexta-feira, para definir a venda do Baenão e a construção do novo estádio azulino.

Até aí, tudo bem.

Os atuais estádios dos dois maiores clubes de futebol paraenses estão sucateados, pequenos, localizados em pontos em que a inexistência de estacionamento condena-os de morte, e, o mal de todos os males, estruturalmente fora dos padrões exigidos pelo Estatuto do Torcedor.

Passar à frente  as duas praças esportivas, é uma decisão sábia.

Só que a grana a sobrar para investimento, deve ser encarada como valor preocupante.

Os números da negociação apresentados pelo vice-presidente do clube, Orlando Frade, são claros.

Do total de R$ 33,2 milhões oferecido pelas empresas compradoras, R$ 6 milhões serão aplicados na compra do terreno onde será construído o novo estádio.

R$ 8 milhões quitarão as dívidas do clube -, inclusive pendências trabalhistas.

Restariam R$ 18 milhões para a construção do estádio com capacidade para 24 mil torcedores.

A diretoria do Remo tem garantias de engenheiros independentes de que esse valor cobre os custos da arena planejada?

O projeto do estádio municipal de Marabá, orçado em R$ 31 milhões, destina espaço para acomodar 20 mil pessoas, contemplando estacionamento para mil veículos. E só.

O projeto do Remo é mais abrangente. Além do estádio, contará com dois campos oficiais no CT, e outras dependências.

Engenheiro amigo do pôster, em contato telefônico, garante: a diretoria do Remo terá que ir buscar dinheiro em outra fonte, porque os R$ 18 milhões prometidos não serão suficientes pra cobrir todo o custo do eFutebol, Belémmpreendimento.