Destroços na ferrovia

Publicado em 15 de maio de 2008

O poster esteve vendo com seus próprios olhos a terra arrasada deixada pelos garimpeiros depois de ocupação da Estrada de Ferro Carajás, perto da sede de Parauapebas. O crime praticado deixou prejuízos incalculáveis.

A turba arrancou mais de mil grampos que sustentavam os dormentes em suas bases de ferro, levaram quantidade ainda não calculada de cabos de fibra ótica utilizados na comunicação das locomotivas com os centros de controle ao longo da ferrovia, deixando focos de pneus queimados em vários pontos da estrada. O mais surpreendente é a prova de que os invasores da ferrovia planejaram minuciosamente a operação criminosa, chegando a suspender os trilhos usando macaco hidráulico, além da destruição de centenas de dormentes.

Um dos empregados da mineradora feito refém disse que nunca tinha visto “tanta gente raivosa e disposta a matar qualquer funcionário que estivesse usando a farda da Vale”. Com medo, o rapaz agora está pensando em sair da empresa ou conseguir transferência para trabalhar em outro Estado.

Lembram quando o poster previu a seqüência de arruaças, logo depois de “acordos operacionais” firmados entre a direção do MST e a diretoria do MTM (Movimento dos Trabalhadores em Mineração)?

Pois é…ainda nem se viu lacotia assobiar de dia!

Esses tais dirigentes da classe garimpeira nunca se contentam, querem sempre mais, a boca é grande, imensa. Negociam, negociam, mas há sempre algo de menos nas transações com os governos.