Desejo de matar

Publicado em 29 de dezembro de 2008

Enquanto Macapá segue abandonada, revoltando Alcinéa – uma de suas filhas ilustres -, o valei-me Deus não protegeu um filho ilustre de Marabá.

O jornalista Ademir Braz  foi assaltado, quando deixava uma agência bancária.

De tão revoltante a cena, e suas circunstâncias, o coração do poeta ficou amargurado.

Amargurado de querer fazer justiça com as próprias mãos.

 

Foi tudo muito rápido: os caras sabiam até quanto eu tinha retirado (para pagar a escola do meu filho) e levou-me a pochete com todos os documentos de jornalista, advogado, maçom, um gravador portátil, celular, carteira porta-cédulas, outras miudezas. Se estivesse armado eu teria arrebentado os dois assim que me viraram as costas para fugir. Em seguida, e por via das dúvidas, eu chutaria a cara deles até desfigurá-los, porque bandido bom é bandido morto.

 

A cena toda está aqui.