Hiroshi Bogéa On line

Deputado quer siderurgia em Marabá

A Vale ainda não fez a escolha do município que deverá receber a siderúrgica. A afirmação é do deputado João Salame (PPS) que apresentou requerimento nesta terça-feira (04), na Assembléia Legislativa, solicitando que a Vale instale a siderúrgica no município de Marabá. O deputado também apresentou moção para que o Governo do Estado interceda junto ao Governo Federal para agilizar as obras das eclusas de Tucuruí, da hidrovia Araguaia-Tocantins e do porto de Marabá.
Segundo Salame, três municípios podem receber os investimentos da siderúrgica, que começa a ser implantada em 2009. Além de Marabá, são cogitados também Barcarena e Curuçá. Mas, o deputado pondera que “é hora da Vale resgatar uma dívida histórica com o município de Marabá, que sofreu todos os impactos negativos do projeto Grande Carajás sem ter acesso aos royaltes e outros benefícios desses empreendimentos”.
Salame também argumenta que está em Marabá o projeto mais arrojado de reflorestamento da Vale, que é o Vale Reflorestar. Além disso, o pólo industrial do município concentra a atividade guseira do Estado.
Para completar a infra-estrutura necessária para a instalação da siderúrgica, Salame enumera as obras de conclusão das eclusas de Tucuruí, de implantação da hidrovia Araguaia-Tocantins e do porto de Marabá, que serão alternativas mais baratas para escoamento da produção. “Sem esses investimentos não há condições técnicas para Marabá receber a siderúrgica”, avalia.
Fonte: Assessoria do dep. João Salame (PPS)
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4 Comentários

  1. Anonymous

    7 de março de 2008 - 12:56 - 12:56
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    Essa postura passiva de não protestar contra as aberrações políticas tanto de empresas privadas quanto de instituições públicas. Os políticos são o retrato da sociedade, simplesmente omissos. Vendo o trem passar e ficam só olhando. Sejamos PATRIOTAS, sejamos PARAENSES e sejamos MARABAENSES de verdade. Srs. Políticos e povo marabaense, reajam, por favor, reajam.

  2. Anonymous

    5 de março de 2008 - 23:20 - 23:20
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    Essa pressão da Vale sobre o setor é jogo de cena. Na verdade , ela ataca para assegurar seus interesses que é o de também manter o monopólio na produção de ferro-gusa. O Pólo de Marabá, neste caso, é apenas uma pedra no meio do caminho.

  3. Anonymous

    5 de março de 2008 - 18:09 - 18:09
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    O interessante é que a pouco tempo a Vale anunciou que faria a Siderurgica em S.Luiz e para compensar Maraba teria uma Guseira feita em parceria com a Nucor,200 mil hectares de plantio de eucalipto na regiao e 40 mil casas populares.
    O que esta cheirando mal é que a Vale esta querendo encerrar as aividades de Gusa na regiao e para isto esta lancando uma cortina de fumaca que é o lancamento desta Siderurgica que tera o mesmo fim da lancada em Sao Luiz.
    “”So bobo para acreditar nisto””
    A Vale esta tomando o povo paraense por idiota.

  4. Anonymous

    5 de março de 2008 - 14:32 - 14:32
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    Marabá parece não ter caído mesmo na simpatia de funcionários da Vale. Na implantação do Salobo cuja mina está em Marabá, optou por Parauapebas. Os próprios funcionários preferem estar mais perto da corte em Parauapebas. Em passado recente, retirou os investimentos de Marabá e transferiu para o Nordeste. Agora, anuncia investimentos em uma siderúrgica que pode não ser em Marabá onde já existe um Pólo guseiro . Acho que a população está muito passiva diante dos feitos desta empresa. Você deputado, porque não mobiliza a classe política para cobrar da Vale uma definição? onde estão os vereadores, os sindicatos, a deputada governista Bernardete? é isso que o povo quer e precisa para não ser lesado mais uma vez.

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