Hiroshi Bogéa On line

Deputado Chamon pode sair do PMDB

No blog do Ze Dudu:

Um fato intrigante aconteceu ontem durante as visitas dos ministros Helder Barbalho (Integração Nacional) e Maurício Quintella (Transportes) em Itupiranga e Marabá, para a cerimônia de assinatura da ordem de serviço para as obras de derrocagem do Pedral do Lourenço, que viabilizará a navegação no Rio Tocantins. Sabe-se lá por quais motivos, o deputado estadual Chamon (PMDB), presidente do partido em Marabá, que estava representando a Assembleia Legislativa do Pará por ser da região, não conseguiu fazer usa da palavra durante o evento. Segundo informações, teria sido preterido pelo cerimonial do evento, que foi organizado pelo ministério da Integração Nacional, do companheiro de partido Helder Barbalho.

É de estranhar, já que a família Chamon é fiel defensora e articuladora das ações de Helder Barbalho na região, tendo sido o deputado João Chamon o articulador para que a cerimônia acontecesse em Itupiranga. Naquele município, houve, inclusive, o pedido pessoal do prefeito Benjamim Tasca ao cerimonial para que o deputado marabaense pudesse usar a palavra, mas este foi reiteradas vezes negado.

O mesmo aconteceu em Marabá, onde até mesmo o prefeito afastado pela justiça João Salame teve direito ao uso da palavra, mas Chamon, não. Chateado com a situação a que foi exposto, o deputado marabaense deixou o local antes mesmo do fim do evento, não sem antes receber a solidariedade de empresários e políticos locais. O episódio representou, no mínimo, um desrespeito à Alepa, já que nenhum dos quatro deputados estaduais usaram a palavra, e ao deputado João Chamon, o mais votado do partido em Marabá e cuja a carreira política, iniciada em 1987 como vereador marabaense, tem a derrocagem do Pedral do Lourenço como um dos baluartes.

O Blog solicitou à assessoria do ministro Helder Barbalho que comentasse o ocorrido. Em nota a assessoria do ministro disse:

“A assinatura da ordem de serviço para elaboração do estudo da obra de derrocamento do Pedral do Lourenço foi realizada pelo cerimonial do Ministério dos Transportes. Qualquer questionamento sobre o protocolo da cerimônia deve ser direcionado à pasta”.

O deputado João Chamon estará nesta sexta-feira em Parauapebas e Canaã dos Carajás para conversas com os pré-candidatos a prefeito do PMDB Darci Lermen, em Parauapebas, e Jeová Andrade, em Canaã dos Carajás, já que amanhã (18) os dois lançarão oficialmente suas candidaturas. João Chamon afirmou ao Blog que, por motivos de fôro íntimo, não participará dos eventos. O prefeito de Curionópolis, Wenderson Chamon, em solidariedade ao deputado João Chamon, também não comparecerá. É bom lembrar que Helder Barbalho é presença certa.

O episódio ocorrido em Itupiranga e Marabá certamente deixará sequelas. O deputado João Chamon afirmou que estudará com sua base qual a melhor atitude a ser tomada em relação a “falta de respeito com um correlegionário político”.

Post de 

8 Comentários

  1. Carmelita Alves

    19 de junho de 2016 - 07:33 - 7:33
    Reply

    São todos farinha do mesmo saco. Eles se merecem.

    .

  2. Claudenor Peixoto

    18 de junho de 2016 - 19:50 - 19:50
    Reply

    Essa noticia poderia ter sido dada de outra maneira, pela ótica da maioria da maioria das alteridades que estavam presente que achou a atitude do nobre deputado um ato de pura infantilidade da parte dele. O blog poderia relatar que havia presente 2 Ministros, 2 Senadores da república acho que 2 deputados federais e inúmeros deputados ESTADUAIS, e que nem o Beto Salame e nem mesmo o Senador Jader iria falar devido o avançar da hora e a garantia d que todos voltassem pra suas casas e seus compromissos como foi o caso do ministro q iria volta pra Brasília. A atitude do Dep. Chamou chegou a ser objeto da fala do Senador Jader que deu um puxão de orelha indiretamente narrando que “se soubesse que ele fosse agir assim teria declinado da sua fala só para deixá-lo falar”, mas também que aquilo era um mal exemplo. Eu na minha humilde opinião percebi que Chamon já chegou meio atravessado naquele ato e que apenas isso não seria motivos pra tal atitude. A política é a arte de agregar e agir assim conforme Chamon só criou um perfil e antipatia à sua pessoa. Uma pena pois realmente se trata d uma liderança de grande prestígio. Pra encerrar lembro de um ditado que diz: ” A humildade precede a Glória “. Oxalá tenhamos mais políticos humildes.

  3. marcos

    18 de junho de 2016 - 08:56 - 8:56
    Reply

    o chamon foi vereador desde 83

  4. Leonardo Priante,

    18 de junho de 2016 - 07:40 - 7:40
    Reply

    mesmo já vai tarde. ele tem que pagar o golpe que deu no deputado asdrubal bentes. este sim verdadeiro lider de maraba e regiões

  5. Serv público

    18 de junho de 2016 - 03:26 - 3:26
    Reply

    Até o prefeito afastado João salame fez uso da palavra,talvez isso aconteceu pelo fato de seu irmão ser deputado federal!

  6. carlos antonio

    17 de junho de 2016 - 17:00 - 17:00
    Reply

    Más se saí do pmdb nunca mais ganha nada pq so entra pelo coeficiente eleitoral

  7. José Luiz Corrêa

    17 de junho de 2016 - 16:06 - 16:06
    Reply

    Pior do que tudo isso é a resposta da assessoria do ministro Helder Barbalho. “Qualquer questionamento sobre o protocolo da cerimônia deve ser direcionado à pasta”. Ora, não se trata de questionamento de protocolo, se trata de o mais importante deputado do partido naquela região e, quiçá, um dos maiores do partido. O ministro tinha que largar tudo após a cerimônia e ir atrás do deputado para ao menos dar uma resposta plausível. Mesmo que o protocolo fosse de outro ministério, faltou jogo de cintura a Helder Barbalho: deveria ter junto ao outro ministro conversado sobre esse mesmo protocolo, dias antes de fechar a cerimônia. O deputado Chamon não estava lá apenas como deputado do PMDB, já que além de ser da região estava representando a Assembleia Legislativa do Estado. A verdade é que esses Barbalhos pensam que são os donos do partido e podem fazer o que querem.

  8. Lambari

    17 de junho de 2016 - 15:58 - 15:58
    Reply

    Esse é o jogo político , esses são os políticos, são todos seres desprezíveis , enxergam pouco além do seu próprio nariz. Duas perguntas eu faço : 1) Se o Hélder Barbalho faz isso publicamente com um deputado que é do seu curral eleitoral, o que faria com um um de nós, cidadãos comuns ? 2) Se Chamon depois de ser humilhado diante de seu eleitorado, continuar submisso aos Barbalhos , estará desmoralizado, demonstrando subserviência e covardia ?

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *