Hiroshi Bogéa On line

Depois da impugnação, Mário Couto denuncia juiz Altemar Paes  ao CNJ

Na próxima segunda-feira, 27, o candidato ao Senado Mário Couto entrará com denúncia no Conselho Nacional de Justiça contra o juiz Altemar Paes, acusando-o de parcial na demanda que culminou com a impugnação de sua candidatura.

Revelação foi feita pelo próprio Couto em entrevista ao blogueiro.

O ex-senador aponta ligações estreitas do juiz com o deputado estadual Chicão (MDB) / Francisco Das Chagas Silva Melo Filho, pessoa de extrema confiança do candidato ao goveno, Helder Barbalho.

“Os Barbalhos estão com medo de não reelegerem o Barbalhão (Jader), depois que viram resultados de pesquisas apontando minha posição de favorito para conseguir uma das vagas ao Senado. Então, os Barbalhos estão fazendo tudo para me tirar da campanha, fazendo uma perseguição com objetivo de inviabilizar minha candidatura”, disse Mário Couto.

Couto revelou também que seu advogado,  Inocêncio Mártires, já está recorrendo da decisão do juiz eleitoral,   que manteve apenas as candidaturas de Jader Barbalho e Zequinha Marinho habilitadas para concorrer ao Senado pela coligação O Pará Daqui pra Frente.

“A candidatura do Mário Couto não foi impugnada. Vamos recorrer e pedir que seja anulada essa decisão do juiz, que não se estende para o registro de candidatura”, informou Inocêncio Mártires à imprensa.

Ele ressalta, que a convenção do PP foi realizada dia 4 de agosto e o nome de Mário Couto constou na ata como candidato ao Senado Federal.

 

Na realidade, explica Mártires, a primeira ata da convenção, constou os nomes de Mário Couto, como candidato ao Senado, sendo suplentes Eslon Martins e Fabrícia Barrudada.

Mas, no dia seguinte ela informou que não havia se desincompatibilizado de função pública em tempo hábil, portanto estaria impedida. seu nome foi trocado e surgiu a segunda ata da convenção. Um terceira ata foi apresentada à justiça eleitoral, já com os nomes de Eslon Martins e Roberto Pena como primeiro e segundo suplentes.

“Eles se aproveitaram da redação conturbada da ata do PP. Mas, o que deve prevalecer é que os convencionais não delegaram poderes para excluir Mário Couto da lista dos candidatos”, assegura Inocêncio Mártires.

O recurso deverá ser julgado pelo pleno colegiado pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) e se for mantida a decisão do juiz, a defesa de Mário Couto vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Estamos muito tranquilos porque o nome do Mário Couto consta em todas as atas do PP. Temos até o dia 31 deste mês, quando começa a propaganda eleitoral gratuita na TV e rádio para reverter essa decisão”, informada Inocêncio.

Abaixo, vídeo de Mário Couto contando sua decisão de denunciar o juiz.

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