Demitido diretor que permitia regalias na cela do maior desmatador da Amazônia

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A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) exonerou o diretor do Centro de Recuperação Regional de Itaituba, depois de descoberta  a existência de regalias e de objetos proibidos para detentos custodiados naquela delegacia, a pedido de Ezequiel Castanha, preso dias atrás e considerado um dos maiores desmatadores da Amazônia.

Na  cela onde se encontra o acusado foram encontrados diversos objetos proibidos, entre muitos, aparelho de ginástica, cafeteira, frigobar, placa de internet, impressora e notebook (fotos).

Todo o material foi flagrado, nesta terça-feira (10), pelo Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Pará (MP-PA), na cela de Ezequiel Antônio Castanha, considerado o maior desmatador da Amazônia.

Após constatar as regalias concedidas irregularmente a Ezequiel, o MPF e o MPE vão encaminhar ofício à Justiça Estadual e à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) para pedir o fim de privilégios concedidos ao acusado.

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Ezequiel Antônio Castanha foi preso no último dia 21 pela Polícia Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A prisão é resultado da operação Castanheira, realizada em agosto do ano passado com o apoio do MPF e Receita Federal. Ezequiel acumula  mais de R$ 30 milhões em multas por crimes ambientais  e tinha prisão decretada desde agosto de 2014.

Os organizadores da operação desmontaram aquela que é considerada a maior organização criminosa especializada em grilagem de terras e crimes ambientais na região de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. O grupo invadia terras públicas, desmatava e incendiava as áreas para formação de pastos, e depois vendia as terras como fazendas. O dano ambiental, já  comprovado  por perícias, ultrapassa R$ 500 milhões.

O MPF denunciou à Justiça 23 integrantes da organização, que podem responder por um total de 17 tipos de crimes e ficar sujeitos a penas que variam de 13 a 55 anos de cadeia.

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Com informação do G1 e fotos do MPF