Hiroshi Bogéa On line

Delfim, o professor

Conhecedor dos perigos que representa o apartheid para a unidade de um país, Delfim Neto fez defesa empolgada dos programas sociais de Lula, durante entrevista ao Canal Livre, na Bandeirantes, ontem à noite.

– O Lula está salvando o capitalismo ao buscar manter um equilíbrio social com a sua política assistencialista. Ele conseguiu evitar a explosão da panela de pressão, ampliando o poder aquisitivo da população e reduzindo os bolsões de pobreza.

Fernando Mitre, diretor de Jornalismo da Band, retrucou, repetindo a tese de que não basta dar o peixe. “É preciso ensinar a pescar”.
Não está na hora do governo criar mecanismos de migração de uma fase a outra?

– Ô, Mitre, não existe isso. Tem que continuar assim mesmo. Quem vai fazer isso é o crescimento, é o desenvolvimento do país, ofertando emprego. Dentro de quatro anos esse processo se consolida.

Ex-ministro da Fazenda em dois governos dos militares, Delfim Neto foi o responsável pela “fase chinesa” do Brasil, ao criar condições para o crescimento médio de 10%, durante uma década.

Contra o famoso economista, há um exército de críticos. Mas depois dele, o país nunca mais experimentou nenhum boom econômico.

Post de 

3 Comentários

  1. João Salame

    16 de janeiro de 2008 - 03:11 - 3:11
    Reply

    Hiroshy

    Esse Delfim é um cretino. O milagre econômico só existiu por causa do arrocho salarial imposto pela ditadura, que não permitia a organização dos trabalhadores para lutar por melhores condições de trabalho. Da mesma forma, o “boom” da China só é possível graças à super-exploração da mão-de-obra, ao trabalho semi-escravo de um regime que nada tem de socialista. O elogio dele aos programas sociais do Lula só reforçam minha desconfiança em relação a esse remédio que combate a febre, mas não a infecção.
    Foi a combinação de um regime ditatorial com crédito farto no mercado internacional (Os EUA tinham muito dinheiro pra gastar após a segunda grande Guerra), que endividou o nosso País, que possibilitou esse “crescimento”. Um dinheiro que entrava sem controle, até por conta da ditadura. Quando o sistema financeiro não tinha mais como emprestar dinheiro ao endividado Brasil para ser gasto e roubado pelos Malufs da vida; quando a organização dos trabalhadores avançou, a ditadura ruiu.
    Ao contrário do que pensa o anônimo, foi durante a ditadura que se formaram, com dinheiro público, as grandes fortunas desse País: Maluf, Sarney, Antonio Carlos Magalhães, Roberto Marinho, Antonio Ermírio de Moraes e tantos outros sangue-sugas do BNDES e outras instituições públicas.
    O combate à corrupção só pode ser feito com uma imprensa livre, com um Ministério Público forte, com uma sociedade organizada e crítica. Jamais com uma ditadura, onde esses instrumentos são inexistentes. Ela só reforça a posição dos que querem roubar sem prestar conta de suas atividades criminosas à sociedade.
    A democracia tem falhas? Certamente. Os políticos demagogos se aproveitam dela para galgar postos no aparelho de Estado e fazer fortunas? Certamente. Mas é a democracia o antídoto para seus crimes. A conscientização da sociedade. Punindo na urnas os maus políticos, acionando-os nos tribunais, construindo novos mecanismos de controle do poder.
    É duro ver um filho da pátria ser assassinado por ter opiniões divergentes do governo estabelecido. E muitos o foram. Não eram vagabundos. Talvez equivocados na sua forma de ver a evolução do mundo. Mas jovens que deram suas vidas para que todos nós pudéssemos respirar os maravilhosos ares da liberdade. Inclusive para dizer asneiras.

    Forte abraço

    João Salame

  2. Hiroshi Bogéa

    15 de janeiro de 2008 - 19:01 - 19:01
    Reply

    “Só os vagabundos eram torturados e presos”.
    Parceiro, você é de uma falta de humor sem precedente, hein?!

  3. Anonymous

    15 de janeiro de 2008 - 01:11 - 1:11
    Reply

    Sempre defendi que a ditadura foi a melhor epoca do Brasil nos ultimos 40 anos. Só os vagabundos eram torturados e presos. Apesar de não termos aliberdade de imprensa, foi lá na quela epoca que foi construido Tucurui, Itaipu e a conlusão das usinas de Paulo Afonso. De lá para cá não foi construido mais nenhuma grande hidrelétrica e já estamos correndo o risco de novo apagão em 2008. O governo atual diz que a ditadura foi a fase negra do Brasil e hoje ainda depende da energia dessas usinas. Dinheiro para novas usinas não tem, só dá para pagar mensalão e a gastança dos políticos.

    Não será com compra de votos (bolsa familia) que o Brasil voltará a crescer.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *