Debaixo d’água

Gosto de sentir cheiro de água de rio.

Quem mora próximo às ribanceiras é mais feliz. Sabe medir o tempo exato entre o nascer e o poente do sol.

Lembrando de meus rios que deixei ao tempo em caminhos molhados de paz, carrego no peito lentos sussurros de cachoeiras, nascentes de igarapés em cheia.

Como chuva a cair sem parar, essa saudade de rios me aflige.

Costumo dizer que são alegres, as comunidades ribeirinhas.

Ou como realça o poema: “Só na foz dos rios é que se ouvem os murmúrios de todas as fontes”.