Hiroshi Bogéa On line

De novo, o Pará tem Idesp

Cláudio Puty denunciou discreta emoção ao declarar o contentamento da equipe de governo com a recriação do Idesp. Sua fala de abertura da solenidade revelou sentimento de dever cumprido. Afinal, ele esteve à frente de todos os encaminhamentos, a partir da fase de transição de Governo, quando a governadora anunciou disposição de recuperar a capacidade de planejamento do Estado através de renascimento do órgão.

Enquanto Puty resenhava o longo caminho percorrido até a tarde/noite de hoje, Ana Julia não parava de observar a imensa platéia formada por pesquisadores, professores universitários, praticamente todo o primeiro escalão de governo, empresários, dirigentes de entidades não governamentais, entre tantos outros.

De pé, o público aplaudiu demoradamente quando a governadora declarou o professor Roberto Santos patrono do evento. Sentado no auditório do CIG, o respeitado pesquisador foi encaminhado até a mesa, sentando-se ao lado de Carepa.

Minutos depois, Ana Julia prestou outra homenagem ao nomear a presença de Afonso Chermont, último presidente do Idesp até 1999, quando Almir Gabriel fechou a instituição.

Esses três momentos diferenciaram a solenidade de posse de Peter Mann de Toledo na presidência do Novo Idesp.
Que o pôster assistiu.

Pedaço da história
Poucas horas antes de Peter Mann de Toledo ser empossado, funcionários do CIG encontraram jogado em algum local do prédio a placa de inauguração do Idesp, datado de 1967, durante o primeiro governo de Alacid Nunes.
Com a extinção do órgão, em 1999, deram sumiço na placa.
Um documento histórico agora exposto ao público no hall principal do CIG.

Biografia
A academia estava em peso no auditório do CIG.
Alex Fiúza, Reitor da UFPA, atento aos pronunciamentos de Puty, Peter Mann e de Ana Julia, demonstrou ter gostado do extenso currículo do presidente do Novo Idesp, lido pelo cerimonial.

Futuro
No hall do CIG, depois da solenidade, Lutffala Bittar comentava com alguém sobre a importância de renascimento do Idesp. Para ele, em futuro não longe, a história reconhecerá o ato de Ana Julia.

Gol de quem?
Habilmente, Cláudio Puty fez uma pergunta pertinente, a propósito das razões que motivaram a extinção do Instituto:

– O que melhorou no Pará depois da extinção do Idesp?

“Rasteira”
O que deu mais trabalho para a recriação do instituto, disse Puty, não foi a sua formatação. Mas quem escolher para ocupar a presidência.
A Segov havia meses analisava vários nomes.
Um dia descobriu-se que Peter Mann de Toledo estava de malas prontas para assumir a secretaria Adjunta da Sema, a convite de Valmir Ortega.
“Praticamos essa traição com o Ortega”, disse Puty, ao formalizar o convite para o cientista trocar o Meio Ambiente pela presidência do Idesp.

Produzindo
O Novo Idesp foi instalado em ritmo de trabalho.
Nem bem Ana Julia declarou empossado Peter Mann, o presidente e a governadora assinaram com o Banco do Estado do Pará termo de doação ao instituto de acervo bibliográfico e de cooperação técnica.
O Museu Emilio Goeldi anunciou também a doação ao órgão reinstalado de acervo bibliográfico.

Sobriedade
Elegante e conciso.
O discurso de Peter Mann de Toledo deixou boa impressão.
Não se limitou a relembrar as produções de pesquisas confeccionadas no passado.
Avançou ao anunciar pretender colocar o instituto atuando na fronteira do conhecimento, aprofundando reflexões sobre o modelo de desenvolvimento idealizado pelo atual governo.
Peter foi enfático ao declarar o Idesp como parte do patrimônio intelectual do Pará.

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