Da Praça Onze à Glória, metrô indígena

Publicado em 17 de junho de 2012

 

 

Maior barato foi ver centenas de índios participantes da Cúpula dos Povos utilizando o metrô pela primeira vez, como meio de transporte. Eles pegaram o trem na estação da Praça Onze, rumo ao Aterro do Flamengo, na Glória.

Impressionados com a rapidez da locomotiva, silvícolas de várias procedências aproveitarem a rápida viagem de apenas oito minutos para cantar e dançar no interior do veículo. Foi um verdadeiro ruído de  bate-tambor  encantante.

A concessionária do metrô transportou a galera gratuitamente.

O meio de transporte é o mais comprometido com a qualidade do ar, além de percorrer as distancias em tempo recorde.

 

 

Vou de biker ecológica

Sucesso na Rio + 20,  bicicleta feita com garrafas pet. Mais precisamente duas bikes encomendadas pela Polícia Militar do Estado, cujo quadro é feito com material reciclado.

Cada bike, como também o capacete do policial, coldre e suporte para rádio consumiram exatamente 300 garrafas de plástico. Menos danos ao meio ambiente.

Os dois policiais  (foto acima) são atração no Aterro do Flamengo, trabalhando no patrulhamento da área.

 

Comando da Polícia Militar anunciou o uso das duas bikes em caráter experimental. Se forem bem sucedidas, é provável que depois mais bicicletas do gênero sejam encomendadas.

 

Cada bicicleta ecologicamente correta custou  R$ 850.

 

 Casebres  na areia de Copa

Numa tentativa de chamar a atenção dos visitantes e chefes de estado da Rio + 20, a ONG Rio de Paz montou barracos na areia da Praia de Copacabana, próximo à Avenida Princesa Isabel.  Os manifestantes reproduziram um cenário de favela  comoa advertência para a realidade dos moradores das comunidades do Rio.

Conforme frisa panfleto distribuído pela ONG, objetivo do cenário é pressionar os governantes a estabelecerem metas de desenvolvimento  sustentável e combate à desigualdade social no Rio.

No local, havia moradores da comunidade do Mandela (Complexo de Manguinhos) para dar voz aos sem voz e visibilidade aos invisíveis.

Entre as queixas, falta de moradias, de saneamento básico e poucos médicos nos postos de atendimento.

 

 

Em tempo real, luxo do lixo recriando o Rio clássico

 

Show de bola, no Aterro do Flamengo, uma instalação criada pelo artista plástico Vik Muniz, através de imensa foto da Baía da Guanabara, registrada do Mirante Dona Marta, e projetada ao chão, para ganhar cores e texturas através do uso de latas de alumínio, garrafas plásticas, copinhos, rolhas de cortiça, sacos plásticos e até pedaços de computador.

A obra de arte de Vik induz crianças e adultos  a darem  formas que bem entenderem ao lixo cotidiano, através de suas próprias mãos, colocando aqui e ali  material de toda sorte, que não têm mais serventia.

Resultado é um cenário maravilhosamente plástico, concebido a partir do próprio lixo reciclável  que o público em peso leva à Cúpula dos Povos.

Criança dá formas à imaginação, usando material reciclável

 

 

Erasmus da Rio + 20

Essa criança ai nos braços da mãe é Erasmus, de apenas sete meses.

Decididamente, é o frequentador mais novo da Cúpula dos Povos.

A mãe é a professora sueca  Sylvia Karlsson, militante ambiental que veio de bem longe, acompanhada do marido, viver as emoções da Rio + 20.

Alheio ao barulho que domina o ambiente, 24 horas ao dia, Erasmus já é um bem comportado agente ambiental.

Quando não está sendo amamentado, solta sorrisos a todos os que lhe acenam palavras de carinho.

 

 

 

Terra indígena no Google Earth

Quem deu sacada de branco foi o cacique Almir, da tribo Paiter-Suruí, Rondônia.

Durante encontro com a todo-poderosa Rebecca Moore, diretora executiva do Google,  o líder indígena firmou parceria para constar no Google Earth (mapeamento via satélite)  300 mil hectares das terras paiter-suruí.

A ferramenta ajudará a nação indígena a monitorar seu território às investidas de garimpeiros e madeireiros.