Hiroshi Bogéa On line

Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas

Só nos resta chamar de mau gosto, mau gosto. Este cenário terrível de fumaceiro cobrindo prédios e ruas; estradas e curvas.
No coração da gente, saudades do tempo em que agosto não rimava com desgosto. O céu era limpo, a quentura do sol controlada pela frieza que saía das matas.
Aqui era o Planeta dos Castanhais onde se comia cupu socado no casco com uma paxiba tirada na floresta. Liquidificador de castanheiro.
Principalmente nasci em Marabá. Por isso estou triste, agora, vendo a fumaça.
‘Apenas uma fotografia na parede. Mas como dói! ‘

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3 Comentários

  1. Anonymous

    30 de agosto de 2007 - 02:49 - 2:49
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    É o progresso, meu filho! É o progresso! Um dia, tudo isso aqui será seu.

  2. Hiroshi Bogéa

    29 de agosto de 2007 - 14:54 - 14:54
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    Rosária, prazer imenso tê-la aqui, teclando de tão longe. Fico feliz em saber que contribuí positivamente para suas reminiscências . Tudo o que vivemos, acabou. Só ficou mesmo a lembrança. Citarei seu comentário aos meus velhos João e Lourdes Bogéa, esta velha guerreira.
    Abraços em sua familia a agradeço acessos ao blog.
    Felicidades e recomendações ao povo de Quixadá.

  3. Anonymous

    29 de agosto de 2007 - 14:06 - 14:06
    Reply

    Hiroshi:
    Que bom ler essas lembranças. Fui criada nesse meio já que meus pais trabalhavam num castanhal do Nelito Almeida. Resido hoje em Quixadá (CE) mas sou nascida na Magalhães Barata, Velha Marabá. Sou professora e diretora aqui de uma escola de Ensino Fundamental. Todo dia leio seu blog, Hiroshi, e conto para meus filhos e meu marido, que conheci aqui, sobre a sua familia e sua mãe, dona Lourdes, que meus pais adoravam ela.
    Fui criada comendo cupu no leite da castanha, e muitas vezes no barracão na mata quem socava o cupu no casco era eu, usando uma paxiba que meus pais tiravam sempre que retornavam com paneiros de castanha. Viviamos uma vida pobre, mas éramos felizes. meus pais já morreram, e acredito que sua mãe e seu pai os conheceram. Chamavam-se Zé Pretin e Matilde.
    Chorei aqui lendo seu texto, Obrigada e seja feliz.

    Rosária Ribeiro da Silva
    Quixadá

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