Hiroshi Bogéa On line

Culpando o mordomo

Professor Alan Souza, blogueiro residente em Brasília preocupado com as coisas do Pará, envia emeio comentando alguns desdobramentos da queda do edifício Real Class:

Amigos blogueiros, estou aqui de Brasília acompanhando o casod a queda do edifício na 3 de Maio. Achei ridícula a matéria do Amazônia jornal sobre o engenheiro residente da obra do edifício Real Class, matéria que procurou levantar a questão da inexperiência do engenheiro (teria apenas 1 ano de formado).

Partir da presunção que pouco tempo de formado significa incompetência e imperícia (afirmação que em si já é um absurdo insustentável), é afirmar que o ensino universitário não serve pra absolutamente nada, o que é outro absurdo maior ainda! A pensar assim, então rasguemos os diplomas e vamos trabalhar só com quem aprendeu na prática.

Falo isso com absoluta tranquilidade, tenho 18 anos de formado, 15 dos quais no Serviço Público, onde já vi muito recém-formado e recém-concursado chegar dando show de bola, em qualidade de serviço, nível técnico e disposição, e também vi muitos vet eranos carcomidos pelos vícios adquiridos com o passar do tempo e emperrando o bom andamento do serviço.

Tenho certeza que o Amazônia jornal emprega estagiários e repórteres recém-formados, e não se pode colocar nesses a culpa pelo fato do jornal ser uma droga. Afinal, a qualidade da publicação depende, em última instância, do “experiente” redator-chefe.
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3 Comentários

  1. Anonymous

    2 de fevereiro de 2011 - 05:06 - 5:06
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    E o engenheiro que fez o cálculo do "Raimundo Farias", quantos anos tinha de formado? Acho que esse caso do edifício Real Class não tem nada a ver com o um ano de formatura do engenheiro. Ele já deve estar trabalhando com o pai desde o primeiro semestre do curso de Engenharia. Acredito sim que só há dois graves motivos para a queda do edifício: erro no cálculo ou emprego de material de terceira (como ocorreu com o edifício construido pela empresa do ex-deputado Sérgio Naya, no Rio de Janeiro), o que já deve estar se tornando comum em Belém, pois não há fiscalização permanente do CREA ou Prefeitura.

  2. Oswaldo Chaves

    1 de fevereiro de 2011 - 18:23 - 18:23
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    HB,

    Temos dois três problemas muito sérios a enfrentar:

    1. A musculatura do mercado imobiliário vertical em Belém está tomando esteróides.

    ou seja, prédios que antes se conrtuia em 5 anos estão sendo entregues em 3, sem que se tenha ampliado também a carga de fiscalização.

    Isto seria muito bom, mostraria eficiência no processo produtivo, mas a coisa não é bem assim;

    2. Temos um órgão de classe o CREA que se limita a forncer as ART's e não fiscaliza "patavinas".

    Preocupa-se sim em averiguar se o Raimundo da periferia está fazendo uma reforma na sua velha casa, quando "COSNTATADO O ILÍCITO" o órgão encaminha todo um arsenal de multas FEDERAIS (e ai vale a força da Lei) para ferrar o probre coitado.

    Mas fiscalização que seria uma função mínima não se vê.

    3. Pelo lado do Município, a Dona SEURB, que deveria fiscalizar, paralelamente, o caminhar da obra, preocupa-se em prender cadeiras as 23h dos bares e restaurantes da cidade, achando que a POSTURA da cidade somente está da terra para cima, quando o desabamento aconteceu da terra para baixo.

    Os poucos e indisponíveis engenheiros não dão conta dos ESTERÓIDES de 39 andares que são importados do sul do País e que são as meninas dos olhos dos investidores latifundiários do sul e sudeste do Pará.

    Acho que o prefeito Duciomar deveria criar a Secretaria de Catastrofes e teria como primeira tarefas cuidar da própria prefeitura que está um Caos.

  3. Anonymous

    1 de fevereiro de 2011 - 13:52 - 13:52
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    Concordo. Experiência conta muito sim, mas a falta dela não quer dizer incompetência.

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