Crise na PMM: folhas salariais atrasadas se acumulam, inviabilizando pagamento em dia do servidor

No mês de  agosto, a Prefeitura de Marabá teve uma arrecadação bruta de cerca de R$ 47 milhões.

Essa tem sido a média de arrecadação, nos últimos meses.

Esse valor acima corresponde a tudo o que o município recebeu: FPM, ICMs, ISS, IPTU, Cefem e valores referentes ao que o governo federal credita para as áreas de Educação e Saúde.

O valor da Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), que se conhece também por Royalties, é destinada exclusivamente  para aplicação em investimentos.

Não pode ser usado para o pagamento da folha salarial.

Resultado: a folha salarial, que antes vinha sendo honrada até o dia 10 do mês subsequente, há alguns meses não está tendo recursos suficientes, no mês de vencimento, para sua quitação.

Pior: o atraso do mês junta-se agora à folha do mês subsequente, sem que haja recursos suficientes para derreter a bola de neve.

E, se a crise persistir, a Prefeitura de Marabá fechará o ano sem conseguir quitar o salário de seus servidores.

Dos valores acima mencionados, o blog checou junto ao tesoureiro da PMM, Jorge Acácio, que de recursos próprios, o município consegue   arrecadar pouco mais de R$ 8 milhões – valor bem aquém do que arrecadava, proporcionalmente, doze anos atrás, quando o Distrito Industrial tinha dezenas de guseiras funcionando, efetuando religiosamente o pagamento da taxa de serviços obrigatório ao poder público.

O próximo prefeito de Marabá, definitivamente, não terá boas noites de sono.