Hiroshi Bogéa On line

Correndo nos trilhos

Expulsa da Bolívia, agora a Construtora Odebrecht pode ser excluída também das obras da Ferrovia Norte-Sul, conforme conta o blogger em sua coluna de hoje do Diário do Pará, por imposição do TCU.

No bate papo que o poster teve ontem com a Assessoria de Imprensa da Valec, foram acrescentadas algumas informações sobre o corredor de exportação iniciado durante o governo de José Sarney.

1-O prolongamento da FNS até Belém, saindo de Açaílandia, está garantido. Os estudos ambientais e de traçado da ferrovia estão sendo feitos. Mesmo com a crise econômica mundial, a Valec não vê possibilidade do Governo Lula retroceder ao seu desejo d e inaugurar todo o projeto até o final de 2010;

2- De Araguaína até Açailandia, a Norte-Sul já opera seus 330 km comercialmente. De Araguaína até Colinas, também no Tocantins, os trilhos já foram assentados, faltando concluir desta localidade até Guaraí (foto)

3- Também já estão com obras iniciadas os trechos Guaraí-Miracema e Miracema-Palmas

4- As plataformas multimodais de Araguaína e de Aguiarnópolis, devidamente em funcionamento, são modernas instalações de transbordo, que permite a agilização dos procedimentos de carga e descarga, racionalizando a espera dos transportadores dos diversos modais envolvidos. As indústrias começam a se instalar, como a exemplo do grupo Asa Norte Alimentos, para exportação de frango e da Votoratim Cimentos, em Xambioá. 5- Concluídos estudos para a construção de dois ramais ferroviários no Tocanitns: um ramal que sai de Gurupi (TO) passando por Luis Eduardo Magalhães (BA) e seguindo até Ilhéus (BA) e outro de Araguaína (TO) até Eliseu Martins (PI). 6- No Estado de Goiás, onde a Ferrovia Norte-Sul terá cerca de 450 quilômetros entre Anápolis e a divisa com o Estado do Tocantins, as obras foram retomadas com força total em janeiro de 2008, após liberação por parte do governo federal de recursos da ordem de R$ 195 milhões.

5- No segundo semestre deste ano foi aprovado pelo Governo Federal mais uma nova extensão que ligará Anápolis (GO) a Santa Fé do Sul (SP), o que corresponde a mais 500 quilômetros do empreendimento. Com essas duas extensões, quando finalizada, a FNS terá 2.480 quilômetros ligando Belém (PA) a Santa Fé do Sul (SP), passando pelos estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. 8- Os principais produtos a serem transportados pela Norte-Sul são grãos, farelos, óleo de soja, adubos, fertilizante, álcool, derivados de petróleo, açúcar, algodão, cimento e carga geral.

A paisagem do cerrado está mudando. A Ferrovia Norte-Sul – FNS, que era um sonho, ou mesmo uma obra faraônica, após quase 20 anos, está recebendo contornos de realidade. Apesar do custo alto, estimado em R$ 5 bilhões, a estrada de ferro vai cruzar seis estados de quatro regiões do Brasil interligando o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, em São Paulo e promete mudar a face econômica da região Norte.
O poster é um embriagado defensor dessa obra.
Post de 

2 Comentários

  1. Val-André Mutran

    5 de novembro de 2008 - 20:32 - 20:32
    Reply

    Diria até que é a salvação da lavoura Hiroshi.

  2. Zé Dudu

    4 de novembro de 2008 - 15:40 - 15:40
    Reply

    Caro Hiroshi, o link para sua coluna no Diário está incorreto.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *