Hiroshi Bogéa On line

Contra a divisão do Pará

Do advogado Plínio Pinheiro Neto, colaborador deste blog, comentando o post Amarrando em saco encauchado:

Sei que vou desagradar a muitos, porém, sempre fui contra a criação do novo Estado, pois conheço a história do Pará e tenho profundo orgulho de ter nascido nesta unidade da federação representada na bandeira nacional, pela estrela que brilha, sozinha, acima da frase “Ordem e Progresso”.
Os problemas que enfrentamos, não os enfrentamos por sermos paraenses ou por habitarmos o território do Pará e sim pela omissão de alguns representantes da classe política eleitos por nós ao longo do tempo e, também, por fazermos das eleições uma colcha de retalhos, elegendo ou votando (desperdiçando votos) em pessoas sem nenhum compromisso com o sul e sudeste do Pará, sendo inegável que Marabá, fora de dúvidas, é um dos Municipios que mais pulveriza os votos nas eleições para a Assembléia Legislativa e a Câmara Federal.
De que adianta criar um novo Estado se os políticos continuarão sendo os mesmos? Eles apenas serão promovidos a cargos que não tem condições de alcançar no contexto político paraense.Será que já pararam para analisar que nas últimas décadas os donos do poder tem impedido o surgimento de novas lideranças e que não temos peças de reposição para substituirmos os inoperantes (com rarissimas exceções)que aí estão?Do Pará recebemos a parte mais rica de seu território e queremos pagar com a separação?
No entanto há algo mais grave que vem sendo fomentado nas vielas escuras dos subalternos interesses eleitoreiros e que devemos combater vigorosamente, que é a idéia de criar novos Municípios a serem retirados do território marabaense.Estes novos Municipíos não tem nenhuma condição de sobrevivencia e serão meros penduricalhos de Marabá, de cuja infraestrutura se aproveitarão.
A criação só favorecerá aqueles que pretendem ser prefeitos, vices e vereadores, inclusive alguns que, ultimamente, tem visto os seus horizontes politicos de afunilarem cada vez mais em Marabá.É de se ressaltar que Morada Nova é bairro de Marabá e não Distrito, pois o perimetro urbano se estende até o igarapé Fleixeiras e bairro jamais poderá ser elevado à categoria de Municipio.Vamos cerrar fileiras contra este crime que se quer cometer contra Marabá.
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9 Comentários

  1. Anonymous

    26 de janeiro de 2011 - 00:11 - 0:11
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    dr. plinio vá cuidar de sua igreja
    e deixa que os homens de bem do nosso carajás, cuidem da politica,se o senhor esta satisfeito com o estado que nós encontramos algo de muito estranho há.
    hiroshe seu blog esta uma maravilha,vamos ser democratas.

  2. Anonymous

    25 de janeiro de 2011 - 19:56 - 19:56
    Reply

    O único problema da criação do Estado de Carajás é que a discussão desde o principio é errada, sendo os caciques políticos destas e de outras regiões os pais e mães deste debate. A sociedade que é a grande interessada deste debate fica na marginalidade do mesmo, pois pouco sabe ao certo o que realmente é bom para com tal situação. No entanto se este debate a principio venha puxado por uma parcela deste povo idônea e comprometida com o real desenvolvimento desta região, este debate seria muito rico, levando-se em consideração vários fatores que não se restringem ao Econômico. Acredito que nunca na história recente do Brasil, um povo necessite tanto de esclarecimento como nesta situação. Ficarei muito feliz quando ao entrar neste espaço e ver um povo discutindo seriamente este assunto. Viva a revolução do povo brasileiro!

  3. Anonymous

    25 de janeiro de 2011 - 19:29 - 19:29
    Reply

    Sou filho de Marabá e muito me alegra ver também um outro filho de marabá comungando da mesma opinião.
    Parabéns Plínio Pinheiro Neto, o que o Sr. escreveu, digamos de passagem, com muita sabedoria e catagoria, é a mais pura verdade.
    Sinto um alívio em saber que não sou o único filho de marabá contra essa devairada ideia separatista.
    "…quanto orgulho ser filho…"

  4. Prof. Alan

    25 de janeiro de 2011 - 17:47 - 17:47
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    Muito lúcido o texto do Dr. Plínio. A ele somo o seguinte argumento: a criação do Estado de Carajás implicaria em uma imensa estrutura burocrática, que só consome dinheiro e não produz renda. Governador e vice, Secretários estaduais, assessores e servidores das secretarias, juízes, desembargadores, assessores e servidores do Judiciário, Deputados estaduais, assessores e servidores do Legislativo…

    Enfim, levando em conta os parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Estado já nasceria inviabilizado…

  5. Anonymous

    25 de janeiro de 2011 - 11:13 - 11:13
    Reply

    Não há a menor dúvida de que ,com a criação do estado de Carajás(é bom que se saiba que Carajás na lingua indígena,significa"aquele que tem cara de macaco")apenas os politicos e seus apaniguados(aquele time de sempre)serão imediatamente beneficiados,porém ,partindo do princípio que atualmente a situação já é essa,não mudaria muita coisa nesse aspecto,mas que a classe dos incompetentes políticos,tá de olho.. ah ! E como tá…

  6. www.ribamarribeirojunior.blogspot.com

    25 de janeiro de 2011 - 02:25 - 2:25
    Reply

    O texto do ex-deputado reflete a verdadeira sensaçã daqueles que não aceitam que a mentira e o ódio dos "outsiders" se implantem por essa banda de cá.

    Viva o nosso Pará!!!

  7. Anonymous

    25 de janeiro de 2011 - 02:10 - 2:10
    Reply

    Esse anônimo Sr.Plinio das 22:19 nada mais é do que um separatista tentando lhe enganar conheço esse cabra é um bruto de um Mineiro querendo se passar por Belemense.(Belém)…

  8. Anonymous

    25 de janeiro de 2011 - 01:19 - 1:19
    Reply

    Hiroshi, retirei esta postagem do blog Espaço Aberto, porque defendo o plebiscito, para fazer valer o futuro de quem mora no Pará.

    Que venha o plebiscito
    De um Anônimo, sobre a postagem "Está na hora de desmontar o palanque":

    Moro em Belém, mas conheço todo o Pará e sei que a situação nos interiores distantes da capital é grave. Tenhamos a convicção de que o mundo não deve ter fronteiras.
    Somos filhos da terra e nada mais justo que esse Estado seja repartido igualitariamente em benefício do ser humano, do irmão brasileiro e quem o adote.
    Veja o Estado de São Paulo, menor territorialmente e com centenas de municípios. Uma visão que mostra a importância do crescimento populacional.
    Que o povo paraense decida o futuro dessa região em um plebiscito.
    Desde já, morador e belenense que sou, vou lutar pela criação de mais estados e cidades decentes.

  9. Anonymous

    25 de janeiro de 2011 - 00:03 - 0:03
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    Parabéns Dr.Plínio,mesmo desagradando é bom ver os separatistas que tem bons "motivos" para tal.Botar esta turma de posse do tesouro é amarrar cachorro com linguiça.Muita empreiteira,muito"empresário" e muito corrupto,inclusive os de Belém que virão atrás do butim.

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