Hiroshi Bogéa On line

Confronto inevitável

Próximo ao “cenário de batalha”, o blog registrou milhares de pessoas assentadas nos trilhos da estrada de ferro. Cálculos pessimistas feitos por um oficial da PM que se encontrava à paisana no local indicam em torno de três mil manifestantes, entre adultos e crianças, de ambos os sexos, falando a mesma linguagem de críticas aos governos federal e estadual e de insultos à Companhia Vale do Rio Doce.
A ira do MST lançada contra a mineradora nunca tinha antes atingido tons tão elevados. Escolhida como alvo principal das palavras de ordem, a agencia do Bradesco simboliza, na visão do movimento, a maioria acionária da instituição dentro da atual estrutura administrativa da CVRD.
Até às 11h35, quando o blogger deixou o local, não havia entre os ocupantes dos trilhos nenhuma expectativa quanto o tempo de permanência na ferrovia. A coordenação do MST aguarda respostas dos governos federal e estadual quanto às reivindicações envolvendo a definição da regularização de algumas fazendas invadidas.
A Vale do Rio Doce também não se pronunciara. Rumores aqui em Parauapebas dão conta de que um contingente do Exército estaria saindo de Marabá com destino ao local interditado, com a missão de desobstruir a ferrovia, um patrimônio da União. Nada disso, no entanto, tem caráter oficial.

Post de 

2 Comentários

  1. Anonymous

    19 de outubro de 2007 - 22:54 - 22:54
    Reply

    Nossa, quanto autoritarismo. “Baixar o pau” é coisa do tempo dos velhos coroneis da ditadura. Vivemos um estado de democracia. Temos que combater sim é o ranço de uma época em que manifestar o que pensava era crime. Hoje é direito assegurado por lei.

  2. Anonymous

    17 de outubro de 2007 - 19:57 - 19:57
    Reply

    ESSA BAGUNÇA EXISTE NO BRASIL PORQUE AS AUTORIDADES PERMITEM. SE BAIXASSEM O PAU NO MST, DUVIDO QUE ELES FECHASSEM UMA FERROVIA. O EXERCITO TEM MAIS É QUE LARGAR CHUMBO NESSES BANDIDOS…
    ASSSINA;
    CARA DE CAVALO COM ÓDIO DE SEM-TERRA

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *