Concessionária Equatorial corta custos disponibilizando somente uma equipe de plantão para atender aos domingos e feriados

Publicado em 18 de outubro de 2021

Os moradores de alguns bairros de Marabá ficaram mais de seis horas, neste domingo, sem energia em suas residências, resultante de quedas do sistema por algum problema em transformadores.

A demora para a normalização da energia nas residências deveu-se ( e está sendo assim nos últimos meses) à falta de equipes de plantão atuando nos feriados e domingos.

Se o distinto público não sabe, informamos.

A distribuidora de energia Equatorial reduz a apenas uma equipe de plantão ( um carro com dois funcionários) seu quadro ára atender a “queda” de energia nos bairros da cidade.

Não apenas para atender a população de Marabá, mas no entorno de 100 Km do município, ou seja abrangendo populações domiciliadas nesse raio geográfico.

O blogueiro descobriu essa “eficiência administrativa” da Equatorial conversando com graduado servidor da empresa, na manhã desta segunda-feira, ao comentar com o mesmo as razões que levaram a concessionária a demorar restabelecer energia para setores atingidos por “quedas de fases”.

O rapaz foi textual.

A Equatorial já vem adotando essa estratégia de redução de pessoal nos plantões de final de semana e aos feriados, para reduzir custos.

Um carro com dois heróicos trabalhadores para atender a dimensão da área citada.

O problema é de conhecimento de muitos, inclusive das autoridades do Estado – só que nada se faz para “sensibilizar” a empresa a aumentar seu efetivo de plantões.

Não é possível haver um sistema capitalista funcionando perfeitamente se não houver um Estado cumprindo as suas funções de caráter regulativo.

O que ocorre atualmente   -, nesse processo onde as concessionárias/distribuidoras de energia fazem o que bem entendem com os consumidores, sem que haja para o bem destes, qualquer tipo de ação protetiva – são atos de perversão.

É inadmissível, a antiga Celpa , hoje Equatorial,  praticamente acabar com os serviços de plantões nos feriados, “afinando” para apenas um carro o atendimento a uma região que abrange mais de 500 mil pessoas, se considerarmos a população de Marabá e o seu entorno de 100 km.

A empresa pode até vir, logo mais, emitir nota dizendo que isso não é verdade, mas a fonte na qual o repórter colheu a informação é segura, de dentro da própria distribuidora de energia.

Resultado é que bairros da cidade ficam sem luz por mais de seis a oito horas, quando há uma queda por conta de problemas na rede, porque só há uma equipe com dois trabalhadores atuando o dia todo.

Tudo por conta da política de “contenção de gastos”, como disse o graduado funcionário da Equatorial.

A bem da verdade,  o trajeto de privatização das concessionárias de energia trouxe nenhum ganho aos consumidores.

O setor privado pouco investiu, obrigando o governo a continuar investindo na expansão do sistema.

E, em vez de mais baratas,  como prometiam nas campanhas pela privatização dos etor elétrico, as tarifas para o setor residencial subiram desesperadamente nos últimos anos.

Sobrou a Eletrobras, que agora o governo quer privatizar, sem apresentar um motivo plausível para isto.