Como uma onda

Publicado em 10 de novembro de 2006

Depois do encontro com a bancada do PT na Assembléia Legislativa, acompanhado de Arnaldo Jordy, a leitura do atual processo político feita pelo deputado estadual eleito por Marabá, João Salame, é de que o PPS, diante do resultado das urnas, foi colocado na oposição. Como tal, deve ter a responsabilidade de não cometer erros de avaliação sobre um provável ou não relacionamento com o governo de Ana Júlia, a ser empossado em janeiro.
Diante do convite feito pelos parlamentares petistas no sentido do PPS integrar a base aliada do futuro governo, Salame conta que ele e Jordy reiteraram a posição de que os socialistas nao devem assumir postura de oposição sistemática, mas também não podem passar recibo de adesismo automático. “O recado das urnas foi claro, nos obrigando, portanto, a ter consciência dos limites de uma negociaçao política de apoio parlamentar”, explica.
Isso também não quer dizer que o PPS esteja indisponível a conversações. A partir da evolução do diálogo aberto na tarde desta sexta-feira (10), em Belém, o partido poderá ou nao compor com o governo de Ana Júlia.