Colégio eleitoral da microrregião de Marabá tem potencial para eleger três deputados federais e cinco estaduais

A filiação partidária do Secretário de Governo de Parauapebas, Keniston  Braga, ainda não foi definida.

O próprio secretário tem analisado com muita calma a escolha de sua legenda, para se habilitar a disputar a eleição de 2022 buscando uma cadeira na Câmara Federal.

Potencialmente qualificado para debater no Congresso Nacional  os problemas do Pará , particularmente as demandas do Sul do Estado, Keniston vem sendo “enamorado”  pelos dirigentes dos principais partidos políticos, todos em busca de sua filiação.

A avaliação das lideranças partidárias é de que o secretário de Governo do município de Parauapebas agregará valores,  com uma gama de projetos idealizados para defender ,sob a guarda de um idealizado mandato federal.

Assediado pelo PP, PMDB e Pros, Keniston tem até o final do mês de março para decidir seu futuro partidário.

Nos últimos dias, o secretário tem  tido conversas com o empresário   João Vicente, conhecido como “Branco da  White”, presidente municipal do Pros,  que tenta convencê-lo a ingressar na legenda.

O Pros é o partido que mais cresceu em Parauapebas, elegendo quatro vereadores nas últimas eleições e estruturando-se para eleger pelo menos dois deputados federais e três estaduais, na região Sul/Sudeste do Estado;

O candidato a deputado estadual pela legenda é o ex-secretário de Obras Wanterlor Bandeira, que deixou o cargo nesta quarta-feira, 16, desincompatibilizando-se.

Os dois candidatos a deputado federal pelo partido, na projeção de Branco da White, são o médico Manoel Veloso, já filiado à legenda, e Keniston Braga – caso este decida aceitar o convite para filiação.

Estratégia da direção do Pros na região é buscar a conscientização do eleitorado de que é necessário eleger uma bancada federal e estadual exclusivamente regional.

E que há forte possibilidade para que isso ocorra, desde que os candidatos dos municípios que compõem a microrregião de Marabá  sejam priorizados, na eleição de outubro.

Pegando somente os municípios de Marabá e Parauapebas,  são 342.333 votos, conforme dados do TRE,  eleição de 2020;

Individualmente, Marabá possui  179.714 eleitores; Pebas, 162.619.

Colégio eleitoral habilitado matematicamente a eleger pelo menos dois federais, e quatro estaduais, sem depender de votos de outros municípios, caso houvesse conscientização dos eleitores de que votar em candidato alheios aos interesses de cada cidade, é furada.

E se a conta for feita incluindo os votos dos municípios de   Canaã dos Carajás, Itupiranga, Eldorado dos Carajás, Curionópolis, São Domingos Araguaia, São João Araguaia, Bom Jesus Tocantins, Nova Ipixuna, Brejo Grande Araguaia e Palestina do Pará –  é real, a probabilidade de formação de  uma bancada realmente representativa na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

Somando os votos dos doze municípios, incluindo Marabá e Parauapebas, temos 512.447 votos.

Basta somar aí:

 

 

É fazendo esse tipo de conta que a direção do Pros acredita ser possível eleger uma bancada representativa na região, dependendo exclusivamente da conscientização dos eleitores – o que exige muito trabalho das lideranças partidárias no sentido de mostrar esses números e essas possibilidades, convencendo-os a esquecerem nomes de candidatos  que residem em municípios que não possuem nenhum tipo de identificação com a região.

Elegendo uma bancada forte, os municípios do entorno ganhariam mais recursos, já que as emendas  parlamentares teriam seus direcionamentos  concentrados nos doze municípios.

Além dos nomes de Keniston Braga, Dr. Veloso e Wanterlor Bandeira, citados acima, outros pré-candidatos a deputados federal e estadual já estão em campo.

São eles, Pedrinho Correa, presidente da Câmara Municipal de Marabá, provável candidato a federal; João Salame, Dirceu ten Caten, Chamonzinho, Thiago Miranda (estadual) – todos potenciais nomes à vagas nos parlamentos, citando alguns políticos somente de Marabá.