Chuvas de verão

Publicado em 11 de julho de 2010

Incomparável.

Nada existe como o cheiro da terra molhada pelos pingos da chuva num dia de verão. Nesses momentos, o sentido olfativo é uma bênção.

Animais humanos, somos nesses instantes absolutamente telúricos, gostosamente imersos no cheiro que nos penetra.

É gostoso contemplar a terra cálida, ainda nostálgica do sol, receber em seu seio, e absorver, as gotas frias de água que tombam do céu – canteiro molhado por um deus-jardineiro caprichoso.

Cessado o bombardeio das gotas de chuva, permanece, por um tempo nas narinas,  cheiro de coisas molhadas, acumulando-se em diminuta quantidade no frasco de nossa alma.

Passado o momento mágico, tudo em volta se modifica: o ar fica mais límpido; a nitidez com que podemos ver o mundo se acentua.

Pobres espectadores diante do milagre que se repete, nada há que fazer.

Resta-nos apenas viver, e sair assoviando uma canção…

Chuva sobre Belém, às 16 horas de sábado, 10: do alto, bairro do Reduto, destacando-se, à direita, garagens do Shopping Boulevard.

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Atualização às 20:26

Início de noite deste domingo, no mesmo bairro de Belém, o límpido céu de verão  iiradiando reflexos do que restou do Sol, misturado às luzes da cidade.

Ao fundo, soberba, a Baía do Guajará.