Caso Vanessa

A turma não tem jeito! Já saiu às ruas pra defender a acusada vereadora Vanessa Vasconcelos (PMDB) de fraudadora de folha de pagamento da assessoria de seu gabinete, supostamente vítima de campanha para fragilizá-la à frente do grupo oposicionista que combate o prefeito de Belém na Câmara Municipal. Ora, ora, senhores, a moçoila, ao lado do marido oficial da PM, foi flagrada de tanguinha-coquetel com a mão na massa!

Não tem o que discutir!

É mandar apurar de cabo a rabo. E mandar ver!

O recurso de utilização de “laranja” para engordar a conta da família da belíssima vereadora – conforme demonstram documentos publicados pelo jornal O Liberal -, não faz parte apenas do show de Vanessa. É bastante comum e conhecido nos parlamentos nacionais.

Quem trabalha na área de jornalismo sabe do lance, aqui e alhures, de alguns vereadores, deputados estadual e federal ou senador, abocanhar parte de DAS de supostos servidores de gabinete, com a parte menor do latifúndio, que cabe ao laranja, ser a parte exatamente menor da malandragem.

São raros, heroicamente raros, aqueles que nunca praticaram esse crime.

Nossa “Mona Lisa”, num quadro ao avesso, parece mesmo em apuros.

Aliás, é bom registrar o excelente post da sempre coerente e bem informada musa do blogosfera paraense, Franssinete Florenzano, ao sugerir, como forma de corrigir a falta de ética praticada no exercício do mandato, à vereadora Vanessa Vasconcelos pedido de perdão aos eleitores dela.

É pouco, no entanto, pedir perdão.

Melhor fosse ela renunciasse ao mandato, zerando o erro praticado, para tentar nova eleição em pleito seguinte.