Hiroshi Bogéa On line

Canteiro de obra de Belo Monte desocupado

Depois de dois dias seguidos de reuniões em  Altamira (PA),  realizadas em 09 e 10 de julho, um  grande entendimento celebrado entre a Norte Energia S.A. e as lideranças indígenas  do Médio Xingu permitiu a desocupação na manhã desta quarta-feira do sítio Pimental,  um dos canteiros da Usina Hidrelétrica Belo Monte.

Neste local, desde o dia 21 de junho, os índios das etnias Juruna, Xikrin, Arara da Volta Grande, Kaiapó e Parakanã permaneciam acampados impedindo os trabalhos e a mobilização de cerca de 2.500 operários.

Os índios aceitaram as propostas apresentadas pela Norte Energia durante as reuniões. Algumas reivindicações que motivaram a ocupação das lideranças serão atendidas imediatamente e outras, pelo acordo, serão discutidas no âmbito dos dois comitês criados.

Haverá um comitê para monitorar a vazão à jusante do rio Xingu e outro para acompanhar as condicionantes do Projeto Básico Ambiental – Componente Indígena (PBA-CI). O início dos trabalhos dos dois comitês vai depender apenas da indicação dos representantes indígenas para cada um deles, o que deverá ser feito em até quinze dias.

Os vários encontros foram conduzidos pessoalmente pelo diretor-presidente da Norte Energia S. A, Carlos Nascimento, que esteve acompanhado de representante da Secretaria Geral da Presidência da República, Nilton Tubino, e da presidência da FUNAI, Francisco Pianco e dos diretores Socioambiental e de Relações Institucionais da empresa, Roberto Camilo e João Pimentel. Nas negociações, foram envolvidos não apenas os indígenas que estavam ocupando o Sítio Pimental, mas outras  etnias da área de influência da Usina Hidrelétrica Belo Monte.

Além do documento final assinado pelo Diretor-Presidente e dirigido a cada uma das várias lideranças indígenas, ficou  definido que haverá um cronograma para reapresentar o sistema de  transposição do Rio Xingu e o atendimento à algumas demandas emergenciais. Quanto à proteção das terras indígenas, a Norte Energias se comprometeu a entregar cinco bases operacionais e dois postos de vigilância cujas duas primeiras a serem implantadas nas aldeias dos Arara da Volta Grande e na Koatiemo serão concluídas em setembro.

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