Cai o número de morte por Aids em Marabá

Publicado em 23 de novembro de 2011

 

 

Embora não tenha chegado ao término, o ano de 2011 deverá registrar menos óbitos na região em consequência da AIDS do que em 2010. A imunodeficiência provocou a morte de 12 pessoas de janeiro a outubro/2011 e nada menos que 16 no ano anterior. No entanto, o surgimento de novos soropositivos, em relação ao mesmo período, deverá ser um pouco superior. No cadastro do CTA tem um total de 963 soropositivos, um número 21,28% maior que em dezembro/2010, quando havia 794 indivíduos contaminados pelo HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana.

Conforme estatística da Secretaria Municipal de Saúde/Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), em todo o ano de 2010, registrou-se 143 novos casos dessa virose, contra 149 até o mês passado, sendo 80 do sexo masculino e 69 femininos. Como a média do surgimento de soropositivos está em 14,9 ao mês, projeta-se aproximadamente 178 novos casos até o fim de dezembro, ou seja, devendo fechar o ano com um acréscimo de 24,48% em relação ao ano anterior.

Nos 10 primeiros meses de 2011, os maiores índices de novos casos de HIV/AIDS aconteceram em Marabá (76), Canaã dos Carajás (13) Dom Eliseu (12), Rondon do Pará (7); e, Eldorado dos Carajás, Nova Ipixuna, Parauapebas, São Domingos, Jacundá e Itupiranga com 05 indivíduos cada.

Quanto às mortes em consequência da AIDS, Solange Freire Silva, coordenadora do CTA, observa a existência de diversas razões para que um paciente venha a óbito, considerando os avanços no tratamento da doença nos últimos anos. “Não há cura, mas a AIDS pode ser controlada e o paciente conviver normalmente com ela por muitos anos”.

Ainda de acordo com a coordenadora do CTA, além das doenças oportunistas (viroses em geral, tuberculose, pneumonia e outras) que atacam severamente os portadores de HIV, devido à baixa imunidade, existem fatores externos que contribuem para o fracasso do paciente, dentre eles a má alimentação e principalmente a discriminação preconceituosa, que geralmente leva essas pessoas até mesmo à desistência do tratamento, fazendo com que aumente a carga viral, o que significa elevação do risco de morte.

 

Fonte Secom