Hiroshi Bogéa On line

BRT Metropolitano, sai ou não sai?

BRT

A população de Belém e dos municípios que integram a região Metropolitana aguardam há anos a implantação do sistema de transporte público conhecido por “BRT Metropolitano”, projetado para reduzir o tempo de locomoção dos usuários e desafogar o tráfego  na BR 316, no trajeto entre os sete municípios que compõem a RM: Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Isabel,  Santa Bárbara  e Castanhal.

Somente naquele perímetro, residem aproximadamente 2, 5 milhões de habitantes.

Belém acomoda 1,5 milhão de habitantes.

Sufoco tentar percorrer o trecho que vai de Belém a Castanhal, ou em sentido contrario, diante do excessivo número de ônibus, caminhões e veículos de menor porte travando o trânsito, e, desesperador, chafurdando a paciência de condutores e passageiros.

Quem sai de Marabá rumo à capital tem optado por atravessar de balsa, entre Arapari e Belém, numa demorada viagem que passa de hora – com intuito de fugir do inferno que representa a BR-316

Apontado como alternativa para aliviar o sofrimento do usuário de transporte público, o BRT Metropolitano não sai do papel, embora o governo estadual  venha reafirmando estar preparado para iniciar as obras, inclusive, garantidos recursos da empreitada.

A obra estaria emperrada, já disse mais de uma vez o governador Jatene, por intromissão do senador Jader Barbalho e de seu filho, Helder Barbalho, articulando em sentido contrário junto ao governo federal.

Como o nome designa, a BR-316 é de jurisdição federal.

O Estado, para impactar a rodovia, precisa de autorização de Brasília, mas questões menores provincianas estariam travando o benefício.

Se o fator impeditivo da obra seja realmente originário desse tipo de intervenção – lamentável, profundamente lamentável.

Faz até lembrar Gregório de Mattos, nos versos imortalizados na  voz de Caetano, e que entram aqui na nossa prosa com gosto de tucupi azedo, como segura representatividade do que é hoje Belém, outrora rica, agora pobre.

O soneto pode perfeitamente ser transportado para nossas bandas, já que ele tem personificação universal, e ilustra a condição de miséria da cidade “saqueada” pelos maus costumes da politicagem.

 

 

“Triste Bahia, oh, quão dessemelhante…
Estás e estou do nosso antigo estado
Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado
Rico te vejo eu, já tu a mim abundante
Triste Bahia, oh, quão dessemelhante
A ti tocou-te a máquina mercante
Quem tua larga barra tem entrado
A mim vem me trocando e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante”

 

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