Boçalidade de Barbosão repercute no mundo

Publicado em 22 de julho de 2013

Destemperado, arrogante, dono da verdade.

Essas “virtudes” realçam a personalidade de  Barbosão, típico caso do sucesso que sobe à cabeça.

A imagem diz tudo.

Joaquim Barbosa, presidente do STF, ao cumprimentar o Papa, faz de conta que não vê Dilma Roussef, e passa bufando, sorrateiramente.

Atitude indigna, tacanha e ao mesmo tempo reveladora de brutalidade, destempero, pernosticismo desvairado e ignorância.

As normas de civilidade e de protocolo que ele deveria praticar, cumprimentando a Presidente da República, ao não fazê-lo, desrespeitou o ilustre visitante e o próprio povo brasileiro.

Imaginem um estorvo desse na Presidência da República.

Logo, logo enfiaria o país numa profunda escuridão, transformando-o numa ditadura.

——————-

Atualização às 23:34

 

Por que Barbosa afrontou Dilma?

Cada membro da assessoria de imprensa do ministro Joaquim Barbosa merece até o último centavo de seu salário, pois não passa um dia sem que assessorado obrigue assessores a produzirem verdadeiros malabarismos para explicar seu comportamento bizarro.

Durante a recepção ao Papa Francisco no Rio de Janeiro, enquanto este e Dilma Rousseff, lado a lado, recebiam cumprimentos de autoridades e personalidades, Barbosa cumprimentou o líder religioso e ignorou a presidente.

A falta de educação de Barbosa foi tão acintosa que até a comentarista de uma rede de televisão notou (veja o vídeo ao fim do texto). Em pouco tempo, os grandes portais de internet já comentavam a afronta do presidente do Judiciário à presidente do Executivo.

À noite, começou a ser divulgada mais uma “explicação” da assessoria de imprensa de Barbosa para o inexplicável, como a criada quando insultou pesadamente um jornalista de O Estado de São Paulo por perguntá-lo sobre um assunto que não queria comentar.

Veja a explicação que os heroicos assessores do temperamental presidente do STF produziram:

O ministro e várias outras autoridades ficaram com a presidente Dilma em uma sala, antes da chegada do papa e, como os dois já tinham se cumprimentado e conversado antes, provavelmente, Barbosa achou que não era o caso de cumprimentá-la novamente

É ocioso dizer que não cola. Joaquim Barbosa pode ser um desequilibrado, mas não é burro. Sabe perfeitamente que todas as normas mais comezinhas de convivência social impõem que até adversários se cumprimentem em situações solenes. Um homem ignorar uma mulher após cumprimentar outro homem ao lado dela é só um agravante.

Se a explicação de Barbosa… Ou melhor, se a explicação da assessoria de Barbosa não cola, tampouco cola que sua atitude não tenha sido estudada. Não havia uma situação de tensão para ele agir daquela forma, fosse por descuido ou por raiva.

Por que ele seria mal-educado com uma pessoa com a qual estivera minutos antes em situação de normalidade? Aliás, o sorriso que Dilma deu a quem a maltratou no momento em que a estava maltratando e a reação de constrangimento dela em seguida mostram que não fazia a menor ideia de que algo como aquilo pudesse ocorrer.

Bem, o que o Blog apurou é que andam dizendo “nos bastidores” que a razão do tratamento diferenciado de Barbosa a Dilma em privado e em público não tardará a ser conhecida. Só não foi possível descobrir que razão é essa. Mas que ela existe, garantiram que existe.

Que o resto fique para a imaginação de cada um. A minha já produziu uma teoria, mas seria leviano compartilhá-la sem maiores certezas. (Eduardo Guimarães –  Blog da Cidadania)