Hiroshi Bogéa On line

Bem feito, Office-boy!

 

Nem bem assentou sobre a mesa da relatora, o mandado de segurança ajuizado no Supremo Tribunal Federal pelo suplente de deputado estadual em exercício, Celso Sabino (PR), pedindo a nulidade da sessão da Câmara Federal que havia aprovado o plebiscito sobre a criação dos estados do Carajás e Tapajós, foi colocado no vaso sanitário, e empurrado tubulação abaixo numa longa descarga d´água. .

A decisão da ministra Ellen Gracie de reconhecer a legalidade do ato, extinguindo o processo, desmoraliza a iniciativa apressada do parlamentar-suplente, e põe à nudez dos olhos públicos mais uma constatação de que suplente de qualquer cargo só serve mesmo para ser mensageiro eventual, ou, num linguajar mais parrudo, moleque de recado.

Post de 

3 Comentários

  1. George Hamilton Maranhão Alves

    23 de maio de 2011 - 10:53 - 10:53
    Reply

    Eleitores de Carajás, guardem esse nome: Celso Sabino!

  2. Eleutério Gomes

    21 de maio de 2011 - 22:39 - 22:39
    Reply

    Esse Celso Sabino é uma besta quadrada!

  3. Ulisses Silva Maia

    21 de maio de 2011 - 21:50 - 21:50
    Reply

    Hiroshi, eu não quis comentar antes para não parecer suspeito sobre meus parcos conhecimentos de direito. Mas a ação proposta pelo Celso Sabino é juridicamente impossível. Ora, se o STF aceitasse uma aberração dessas, imagine a que ponto nós chegaríamos. Só para exemplificar: o Congresso Nacional criasse, observando todos os tramites, uma nova tipificação penal. Alguém então impetraria um MS dizendo que aquilo poderia lhe prejudicar, e que o Congresso votasse o projeto novamente. Ou então, um projeto que fosse rejeitado, e alguém que se beneficiasse, impetraria um MS dizendo que o Congresso deveria votar o projeto novamente para que desta vez viesse a ser aprovado.
    De fato, ainda que o STF às vezes tome algumas decisões um tanto quanto difíceis de engolir, mas esta seria o fim. Seria uma verdadeira intromissão do Judiciário nos atos interna corporis do Legislativo. Se o STF de metesse nesse caso, melhor seria acabar com o Congresso e deixar tudo nas mãos do STF. E mais, ainda bem que a Min. Elen Gracie sempre se portou com muita cautela. Parabéns à ilustre Ministra.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *