Batom do cerrado

Publicado em 5 de dezembro de 2009

Quando o poster escreveu na coluna do Diário do Pará que a senadora Kátia Abreu (DEM) representa o que há de pior na política do Tocantins, alguns embusteiros anexados ao submundo rural enviaram comentários troçando as críticas do colunista, havendo, inclusive, quem chegasse a dizer, pelo celular, de que a matéria estaria sendo encaminhada às mãos da senadora para que ela agilizasse processo crime contra o autor das críticas.

Como sempre, a reação do blogger foi de desassombro.

Não há nada mais irritante, para este jornalista, do que a performance obscura de pessoas tentando espalhar intimidação usando o caminho da Justiça.

Primeiro, são tantos os processos nestas costas que um a mais ou menos, nada altera.

Segundo, jamais o blogger usou espaços aqui ou em outros veículos para repercutir informação sem procedência.

Não se brinca de jornalismo.

Agora,  imprensa  e  blogues (mais os blogueiros, verdade.) começam a destrinchar a vida pregressa de Kátia Abreu, divulgando uma de tantas sacanagens que ela comete em seu Estado contra os mais fracos, usando a força do mandato e da presidência da Confederação Nacional da Agricultura.

O caso do pequeno proprietário de terra Juarez Vieira Resis, residente em Campos Limpos, Estado do Tocantins, versa maravilhosamente à perfeição os recursos animalescos utilizados pela “Miss Desmatamento” .

É um pequeno exemplo safado, de tantos outros de conhecimento público.

Ao usar seu poder junto ao Executivo e o Judiciário do Tocantins para pressionar Juarez a abandonar as terras em que vivia com a família desde 1955, sem receber bulhufas de indenização, a ídolo dos fazendeiros cumpriu mais uma etapa de sua indigesta vida de pecuarista sugadora dos direitos alheios.

Num palavreado curraleiro, em verdade, a senadora “roubou” elegantemente o que o pai de família construiu ao longo de 54 anos.