Hiroshi Bogéa On line

Batalha pela Alpa – Parte 2

No post anterior, o blogger solicitou atenção aos grifos do discurso de Gilberto Leite, enumerando onze tópicos de reivindicações à governadora de pleitos históricos e urgentes da sociedade marabaense.
Para relembrar:

1-Pavimentação da BR-230 (Rodovia Transamazônica) e as eclusas de Tucuruí.

2- Ampliação do aeroporto de Marabá

3- Construção do Porto da cidade

4- Hidrovia Araguaia-Tocantins

5- Reativação do Distrito Industrial do município

6- Siderúrgica chinesa da Baosteel Shanghai Group Corporation

7- Qualificação de mão de obra

8- Criação da Universidade Federal do Sul do Pará,

9- Triplicação da Pa-150, no trecho compreendido entre a ponte rodoferroviária e o Distrito Industrial.

10- Reserva legal

11- Titularização das propriedades

Em artigos mais adiante, voltaremos a comentar os onze tópicos reivindicados por Gilberto Leite, em nome da Associação Comercial e Industrial de Marabá.

No mesmo dia 12 de maio de 2007, Ana Júlia conversou demoradamente com o  presidente da ACIM,  ouvindo mais do que falando.

Uma pergunta feita no discurso de Gilberto levantou o debate da conversa da governadora com o representante da enidade empresarial:

– Como podemos falar em verticalização sem Distrito Industrial?

Meses antes, em dezembro de 2006, no final de sua gestão, o ex-governador Simão Jatene havia assinado decreto fulminando a Companhia de Desenvolvimento Industrial. Quem quisesse tocar as áreas industriais de Marabá, Icoaraci, Barcarena e outras, teria de compartilhar outro tipo de gestão, sem a participação do governo.

Com o ato de Jatene, o Estado deixaria de investir no DIs do Pará.

Em Marabá, consequência, o setor produtivo já se reunia para propor a privatização do DI. Ou seja, a área antes formatada para acomodar investidores de todos os matizes, seria controlada por um grupo mínimo de empresários.                    

Em relação a busca da verticalização do minério extraído do Pará, foi a primeira decisão de governo de Ana: retomar os distritos industriais ao controle do governo.

– Como podemos falar em verticalização sem Distrito Industrial?

E assim se fez, meses depois.

Hoje, os DIs de Marabá, Barcarena e Icoaraci recebem investimentos importantes do Estado, inclusive com ampliação, como ocorre com o DI marabaense, que ganhou duas fases a mais.

Naquela noite, Ana comunicou a Gilberto e a Ítalo Ipojucan, também presente ao encontro, alguns passos: apressar a retomada da Companhia dos Distritos Industriais e sentir, em Brasília, como andavam as negociações da Vale com a siderúrgica chinesa Baosteel Shanghai Group Corporation, naquele momento não mais interessada em investir na construção do pólo minero-metalúgico de São Luís, conforme sinalização feita no Planejamento Territorial Participativo,  por Gilberto.

A governadora, em primeira mão, disse aos dois líderes empresariais marabaenses que estava avaliando a criação de um Fórum de Competitividade, cuja formulação encontrava-se na alçada de Maurílio Monteiro, da Sedect.

A partir dessa reunião de 12 de maio de 2007, num hotel de Marabá, novos caminhos seriam trilhados pelo setor produtivo local.

Estava começando uma parceria fértil em conquistas, conforme mostraremos em próximos artigos.

Ana Júlia sugeriu a Gilberto e Ítalo que fossem a Belém explanar as pendências regionais em contato com Maurílio Monteiro.

De fato, ocorreu o primeiro encontro e mais outros e dezenas de tantos, na sala do chefe da SEDECT e em contatos em Marabá.

Mas isso é história pro artigo de amanhã.

Post de 

0 Comentários

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *