Barco Plínio simboliza tempo dos castanhais

Publicado em 21 de fevereiro de 2014

Bar-Motor Plínio, na versão atual, adaptado à apara a atividade turística.
Barco-Motor Plínio, na versão atual: adaptado para a atividade turística.

Ao completar 40 anos, o Barco-Motor Plínio é raro símbolo vivo dos tempos dos castanhais, época na qual Marabá era o maior produtor de castanha-do-pará -, e tinha sua vida comercial limitada à Rua Marabazinho,  hoje  denominada de “orla”.

Construído às margens do rio Itacaiúnas pelo dono de castanhais Osório Pinheiro, a embarcação transformou-se na primeira e única obra do gênero edificada em Marabá.

Todos os demais barcos  baseados na forma do Plínio, conhecida em Belém como “barco marabaense”,  eram produzidos artesanalmente, em sua grande maioria, numa localidade conhecida como Carapijó, no Baixo Tocantins.

Carapijó  era considerada residência dos  melhores mestres-de-obra, e lá também havia facilidade para a localização da madeira ideal para a construção naval.

De todos  os grandes barcos que transportavam castanha de Marabá a Belém, somente o Plínio “nasceu” em Marabá.

A quilha dele, de 21 metros,  foi extraída na antiga fazenda Frades, de Nelito Almeida, atualmente fazenda Taboquinha, do Grupo Revemar.

Das mãos hábeis e criativas de Mestre Alaô Barradas, as formas dadas ao Plínio o transformaram numa das embarcações mais seguras e potente da região, além de sua postura “elegante” deslizando sobre as águas.

Com o término do ciclo da castanha, Osório Pinheiro adaptou o barco ao uso de atividades de lazer.

Na imagem abaixo, como era o barco, no dia 11 de fevereiro de 1974, quando foi colocado n´água, pela primeira vez, no rio Itacaiúnas.

Barco

No estado original, grande leme que conduzia com segurança a embarcação nas manobras de precisão, descendo  pedrais e  a grande Tapiquariquara, cachoeira temida acima de Tucuruí. Depois, o leme foi substitído pela "malagueta", direção em forma de volante, na versão atual.
No estado original, grande leme que conduzia com segurança a embarcação nas manobras de precisão, descendo pedrais e a grande  Capitariquara, cachoeira temida acima de Tucuruí. Depois, o leme foi substituído pela “malagueta”, direção em forma de volante, versão atual.

 

De pai pra filho: comandante Cláudio Pinheiro, fazendo exercício na grande âncora do barco.
De pai pra filho: comandante Cláudio Pinheiro, fazendo exercício na grande âncora do barco.