Hiroshi Bogéa On line

Atendimento ao migrante

Chega em boa hora, o Centro de Atendimento ao Migrante (CAM), anunciado pela secretária de Assistência Social, Edileusa Magalhães (foto), em parceria com a mineradora Vale.

Informa a Secom, o CAM já vem sendo  desenvolvido pela Vale “em locais onde estão instalados os grandes projetos da mineradora, como é o caso de Paragominas, no nordeste do Pará, conferindo a triagem de quem chega a cidade, para saber qual o objetivo da pessoa, se veio a negócios, passeio ou em busca de emprego”.

“Com base nesse diagnóstico”, prossegue a Secom, “a Secretaria de Assistência Social (Seasp) terá o perfil socioeconômico de quem chega à cidade”.

Edileusa Magalhães também adianta que, na  triagem, “se a pessoa vier em busca de emprego e não tiver qualificação, a equipe do CAM já encaminha a pessoa para Serviço Nacional de Emprego (Sine). Lá ela vai passar por uma qualificação, para poder se candidatar a uma vaga no mercado de trabalho”.

Se a pessoa tiver qualificação, mas ainda não tem emprego garantido, também será encaminhada ao Sine.

Diz Edileusa que a equipe do projeto acompanhará a permanência dessa pessoa na cidade. “Caso não consiga emprego, será dado a ela as condições para voltar para a cidade de onde veio ou para outros locais, caso seja esse o seu desejo. Com isso, vamos evitar que as pessoas cheguem à cidade e fiquem totalmente desamparadas, caso não consigam emprego, indo, muitas vezes, morar nas ruas, aumentando os bolsões de pobreza do município”.

Completa a Secom:

Equipe do projeto será formada por 18 pessoas, que vão passar por um treinamento, para fazer a triagem. Elas vão ficar fazendo esse trabalho nas rodoviárias e na Estação Ferroviária. Segundo Edileusa, se a pessoa vier tentar um emprego na Siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), será encaminhada para a empresa, caso contrário, será para o Sine.

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5 Comentários

  1. Anonymous

    11 de julho de 2010 - 01:47 - 1:47
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    Engraçado é que dizem que Marabá terá o dobro de habitantes, isso em breve. Fico me perguntando de onde é que eles virão, se serão gerados todos aqui ou se serão vindos da Europa?

    Ou é verdade ou é mentira sobre explosão demográfica para os próximos anos.

    Se for verdade, é melhor a cidade sair fora dessa projeção, já que ela não tem condições de atender aos 200 mil moradores, dirá a 400 mil.

    André Ribeiro, você é nascido em Marabá, como bem diz. E seus pais e avós, também nasceram por essas paragens ou foram no passado migrantes, como são alguns dos morades que temos aqui nessa cidade? Eu por exemplo não nasci aqui, moro aqui há 30 anos. Já vi gente vindo e voltando, como também já vi filhos de Marabá indo morar, trabalhar, estudar e vadiar em outras paragens, coisa normal num país de dimensões continentais e que todos seus nascidos são de cidadania brasileira. Podem ir e vir a vontade, tanto os daqui como os de lá.

    Posso citar como exemplo de vadiagem a dois marabaenses que foram mortos não faz tanto tempo lá em Goiânia. Foi durante um assalto que os mesmos promoviam por lá.

    É complicada a situação, eu sei. Mas não é querendo ver os migrantes pelas costas que a coisa será resolvida.

    Quanto a invasão dos maranhenses, que me parece você não gosta e deve ter seus motivos, os quais respeito, mas que diante da sua ira quanto a isso, quero dizer que eles estão aqui nessa região bem antes, talvez, de seus avós nascerem. Me parece que vieram servindo de guia aos desbravadores. Já ouviu falar dos desbravadores?

    Marechal Rondon, segundo ouvi dizer, chegou-se ao Imperador e disse-lhe da necessidade do Brasil conhecer suas fronteiras e as delimitar dentro da região amazônica. O Imperador concordou e deu-lhe carta branca para a missão. Então ele passou a juntar pessoas para isso. Mas ninguém queria largar o bem bom da Corte para vir para o fim do mundo. Segundo dizem, ele viu nos maranhenses as pessoas mais próximas e talvez conhecedoras da região, talvez pensou isso pela proximidade com a região Norte. O certo é que ele recrutou a força a essas pessoas e os obrigou – isso a História não registra pois é vergonhoso – a fazerem a abertura do caminho.

    Creio que os caras vieram nessa circunstância para a região amazônica, e chegando ao fim da missão, isso depois de milhares de mortes pelas mais diversas causas, acredito que tenham concluído que não valia a pena fazer o percurso de volta, então resolveram se estabelecer por essas bandas.

    Talvez isso explique, entre outras coisas, a quantidade de cidades fundadas por maranhenses até os meados dos anos 60 nessa região, como também até bem pouco tempo atrás a predominância populacional dos mesmos. Me lembro de uma pesquisa mostrada aqui que retrava a divisão demográfica da população, mas especificamente sobre suas origens.

    Depois vieram outros migrantes e deram origens a cidades com nomes oriundos de suas regiões, como por exemplo Parauapebas, mesmo nome de uma cidade mineira.

    Se hoje os filhos da cidade atribuem aos maranhenses a mendicância, o roubo, assaltos e toda sorte de crimes e mazelas, pressupõe-se diante disso que a cidade não pariu tais malfeitores, e que todos são de fora.

    André, o que é retórica?

    Hiroshi, se você não quiser publicar, compreenderei.

  2. Anonymous

    10 de julho de 2010 - 21:55 - 21:55
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    Caro Anonimo das 15h08

    Fazendo um aparte em seu comentário: Você esqueceu de afirmar que esta política de assistência social também conta com ônibus que coletam os migrantes que efetivamente se transformam em moradores de ruas, "deportando-os" para suas cidades de origens, em nome de um tal "reordenamento urbano-patrimonial", conforme farto material jornalistico a disposição nas mais diversas fontes de informações, desde a internet ao jornalismo televisivo.

    Diante do exposto, fica a pergunta: será que também a Vale copiará esta prática em suas áreas de influência, diante da sua patente inércia em políticas de responsabilidade social que possam mitigar as problemáticas sociais causados pelos seus projetos minerais?

    MARCO
    CANAÃ DOS CARAJÁS

  3. Andre Ribeiro

    10 de julho de 2010 - 18:08 - 18:08
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    Em visita a Florianopolis há uns 15 anso atras, já existia esta politica de país desenvolvido.
    Ao descer do onibus vindo de Curitiba em uma visita a amigos de Floripa fui abordado por assistentes sociais que andavam com prachetas e formularios.
    A minha situação era adversa pois estava em visita e meus amigos estavam me esperando no local de desembarque.
    Comentei com os amigos sobre isto e eles foram bem claros que a politica do sul do Brasil era esta.
    Não é barrar o direito de ir vir é barrar a criminalidade e a pobreza vinda de outros municipios com propaganda de um novo eldorado.
    Sou a favor desta politica aqui em Marabá tambem, pois como filho da terra acho que devemos repensar nossa politica de imigrantes.
    Desde que o trabalho seja feito dentro da legalidade, pois é sabido de todos que a politica dos estados vizinhos é dar passagem de trem para se livrarem da pobreza. Fato este que o municipio de Parauapebas tem mais da metade de sua populaçao oriunda do estado do maranhão.

  4. Anonymous

    10 de julho de 2010 - 08:19 - 8:19
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    Mais um factóide do governo Mauindo. Em 10.07.10, Marabá-PA.

  5. Anonymous

    9 de julho de 2010 - 22:30 - 22:30
    Reply

    E o direito de ir e vir? Não interessa a ninguem o que vou fazer e nem onde vou?

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