Assassinato de empresário: Polícia diz que investigação ainda não acabou e inquérito não foi concluído.

Publicado em 1 de outubro de 2021

A Polícia Civil prendeu 7 pessoas acusadas de envolvimento no assassinato de Edilson Pereira de Sousa  ,   (foto) em abril deste ano. Três pessoas foram presas em Marabá, uma em Imperatriz, uma em Goiânia e duas em Foz do Iguaçu.

As investigações contaram com o apoio das Polícias Civis dos estados do Pará, Paraná, Goiás e Maranhão e a operação “Golden” foi deflagrada para apurar os crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e subtração de bens da vítima.

O corpo de Edilson foi encontrado no dia 15 de abril, às margens do Rio Itacaiunas, em Marabá. Familiares da vítima estiveram no local e acompanharam todo o processo de remoção do cadáver.

O Correio de Carajás, na época, levantou junto à polícia, que Edilson trabalhava como vendedor de joias. Porém, não foram encontrados mostruários dentro do veículo que ele utilizava.

O crime causou grande repercussão e muita comoção, principalmente em Conceição do Araguaia, cidade em que o comerciante residia.

Segundo a Polícia Civil, a motivação para o crime foi que uma das investigadas devia quase R$ 2 milhões para Edilson.

Além de ser morto, a polícia afirma que foram roubadas diversas joias da vítima, totalizando em torno de R$ 1 milhão.

De acordo com o delegado Thiago Carneiro, os presos estão a disposição do Poder Judiciário para que o processo dê andamento. “Inclusive os presos em outros estados serão recambiados para o Estado do Pará”, afirma.

O crime bárbaro que causou grande comoção e indignação na época, pela forma cruel com que a vítima foi morta, agora causa uma enorme surpresa por conta dos supostos envolvidos: quatro membros de uma família tradicional de Marabá estão sendo acusados de participação no crime de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e subtração de bens da vítima.

Dentre os familiares, duas delas chamaram bastante atenção: avó e neta.

Gabryella Ferreira Bogéa, uma jovem de 23 anos, faz muito sucesso na internet, com seus mais de 27 mil seguidores e também por vídeos sensuais que circulam em grupos de Whatsapp há alguns anos. Com fotos bem produzidas e compartilhando sua rotina, no começo deste ano Gaby abriu uma conta no Instagram para divulgar sua loja virtual. No ramo do empreendedorismo, ela aproveitou sua visibilidade e passou a utilizar a internet para comercializar roupas, semijoias, perfumes e celulares.

A outra pessoa que chamou bastante atenção é a avó materna de Gabryella. Maria da Paz Silva Ferreira, a popular Da Paz, que tem 69 anos e é muito conhecida na cidade. Ela é viúva do saudoso Antônio Ferreira, o Antônio Cabeludo, de quem herdou terrenos em área nobre de Marabá.

Entre os acusados e presos na Operação Golden, da Polícia Civil, estão Rafael Ferreira, irmão de Gabryella; Ainotna Ferreira, conhecida como Tyna, mãe de Gabryella e filha de Maria da Paz e Alanna Camilla, ex-mulher de Rafael. Também foram presos Bruno Glender e Matheus Mendes, que parecem não ter parentesco com a família. Bruno, aliás, estaria morando com Gaby.

O Correio de Carajás entrou em contato com o delegado Thiago Carneiro, superintendente da Polícia Civil, que informou que a investigação ainda não acabou e o inquérito ainda não foi concluído.

Defesa

A reportagem tentou identificar os advogados dos suspeitos, mas só conseguiu de Maria da Paz. A reportagem conversou com Odilon Vieira e Diego Adriano, advogados que representam Da Paz. Eles afirmam já ter solicitado o acesso aos autos, mas até o momento o pedido não foi concedido. “A senhora Maria da Paz já prestou esclarecimentos anteriormente à Polícia Civil, negando qualquer participação no delito e sempre se colocou à disposição das autoridades responsáveis pela persecução penal”, finalizam os causídicos.

A Reportagem mantém espaço para os demais advogados para apresentarem defesa de seus clientes.

Entenda o caso

O corpo de Edilson Pereira de Sousa foi encontrado no dia 15 de abril de 2021, dois dias depois de ter desaparecido. A vítima estava as boiando às margens do Rio Itacaiunas, em Marabá.

O veículo de Edilson foi encontrado perto de uma fábrica de postes, na chamada “Rua do Lixão”, na Vila São José (Km 8 da Rodovia Transamazônica, sentido Marabá-Itupiranga).

Dentro do carro foram encontrados os documentos pessoais da vítima e 10 cheques cuja soma ultrapassa meio milhão de reais.

Na época, o Correio de Carajás conversou com um dos irmãos de Edilson que acompanhou todo o processo de remoção do cadáver, e ele informou que Edilson estava morando em Parauapebas e vinha sempre a Marabá. O restante da família residia em Conceição do Araguaia. (Ana Mangas – Portal Correio)