As muvucas do PT

Publicado em 26 de outubro de 2007

Tony Rosa ocuparia a Diretoria de Controle e Qualidade Ambiental da Sema, a convite de Valmir Ortega, para desenvolver vasto programa governamental envolvendo as Coordenadorias de Licenciamento Ambiental, Proteção Ambiental (fiscalização) e Gestão Florestal, responsáveis por 80% das demandas do Pará.
Preparadíssimo e profundo estudioso do assunto, Tony Rosa auxiliaria Ortega principalmente na configuração de um projeto de sustentabilidade em que figurariam produtores de carvão, madeireiros e proprietários rurais de todos os matizes.
Durante sua permanência na secretaria de Meio Ambiente de Marabá, Rosa esteve sempre à frente das ações administrativas, permitindo com isso que o prefeito Sebastião Miranda obtivesse Eia-Rima e outras documentações exigidas para diversas obras de impacto realizadas no município. A importância de Tony para a gestão de Miranda pode ser medido a partir do momento em que ele recebeu o convite de Ortega e o prefeito postergou dias, tentando convencê-lo a permanecer à frente do cargo. Parecia até que Tião Miranda adivinhava o que aconteceria.
Estimulado por ambientalistas e diversos setores representativos do Sudeste a ocupar a função no governo Ana Julia – visto que poderia contribuir positivamente para ajudar a reduzir os gargalos do setor -, Tony partiu para Belém.
Durante uma semana, o sociólogo marabaense chegou a trabalhar intensamente na Sema, assessorando Ortega nos encontros iniciais mantidos com madeireiros, sindicalistas de movimentos sociais e guseiros. Tony exercia o cargo de diretor baseado numa portaria assinada pelo secretário que não chegou a ser publicada no Diário Oficial – conforme registrou erroneamente o blog em post anterior. Não chegou a ser publicada pelo poder e veto de forças ocultas.
Ao sentir o tapete puxado diante da constrangedora e desmoralizante situação, Valmir Ortega entregou o cargo, ainda não aceito.
Tony Rosa, o ex-secretário municipal, voltou a ocupar a secretaria de Meio Ambiental de Marabá, tornando-se também um ex-estadual que nem chegou a assumir a Diretoria de Controle e Qualidade Ambiental da Sema.