Hiroshi Bogéa On line

Arsenal e milicianos presos pela Polícia Civil na Operação Anonymous II

A Polícia Civil apresentou no final da manhã desta quinta-feira, 19, o resultado da Operação Anonymous II, deflagrada na Região Metropolitana de Belém, para investigar e prender suspeitos de homicídios.

Dos nove mandados de prisão que seriam realizados durante a ação, seis foram cumpridos – cinco praças e um oficial.

Três pessoas ainda estão foragidas, sendo um policial militar, um servidor da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte de Ananindeua (Semutran) e o vereador e ex-diretor da Semutran, Hugo Atayde.

Durante coletiva de imprensa, um vasto material apreendido na operação foi apresentado pela Polícia Civil.

Coletes balísticos, armamentos, mídias, documentos, drones, além de outros materiais passarão por perícia.

Segundo a polícia, as armas apreendidas podem ter sido usadas em várias mortes ocorridas em Belém e Região Metropolitana, e em municípios do interior do Estado.

De acordo com o delegado-geral Alberto Teixeira, o foco da operação seria apenas investigar homicídios, mas outros crimes poderão ser descobertos durante as investigações.

“Nosso objetivo foi investigar os suspeitos e ligar com as mortes ocorridas nos municípios apontados nas denúncias, mas muitos outros crimes poderão ser apontados nas investigações, e vamos alterando o inquérito e apurando os fatos”, disse.

Entre as mortes investigadas, que podem estar ligadas ao grupo de extermínio formado pelos suspeitos, estaria a do vereador Gordo do Aurá.

O delegado Alberto Teixeira conta que o fato está sob investigação.

“Não descartamos a ligação dos suspeitos presos na manhã de hoje com este crime. Eles atuavam na mesma área que ele. Agiam em Marituba e Ananindeua. É cedo pra afirmar, mas todas as armas apreendidas passarão por perícia, e o exame nos dirá se algum armamento deste foi usado nesse crime”, completou.

Segundo a polícia, um dos alvos da operação, é o vereador de Ananindeua, Hugo Atayde. “Nós estamos investigando a participação do vereador, se de forma direta ou indireta nos crimes, como mandante ou executor das mortes. Ele e mais dois seguem foragidos”, finalizou Alberto Teixeira.

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