Arara-azul do Mangal das Garças de 23 anos, Elza é inserida na Ilha das Aves

Elza, a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) recém-chegada ao Parque Zoobotânico Mangal das Garças, agora poderá ser vista pelo público visitante.

Após um período de quarentena e adaptação, a arara foi inserida no espaço “Ilha das Aves”, situado no Lago da Ponta, próximo a Reserva José Márcio Ayres, espaço onde também é possível encontrar algumas aves exóticas como o cabeça-seca, os tucanos, e outras duas araras: Linda (arara-vermelha) e o Marcinho (arara canindé).

Elza possui 23 anos e foi transferida ao Mangal por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), que a resgatou no município de Tucuruí, no Pará.

“A Elza estava com uma dieta completamente desbalanceada, e esta alimentação foi sendo corrigida de maneira gradual. Realizamos a substituição por uma alimentação adequada, deixando-a reabilitada neste quesito. Ela também fez vários exames físicos e está saudável”, revela Basílio Guerreiro, biólogo do Mangal das Garças.

O profissional esclarece que os poucos problemas detectados durante o período de quarentena foram resolvidos, e que a cerca de dez dias a equipe técnica tem feito a aproximação da Elza com o Marcinho e a Linda, outras duas araras da ilha, porém o Marcinho não a aceitou bem.

Então, segundo explica o biólogo, como é de praxe em parques naturalísticos que lidam com animais territorialistas, segue-se alguns passos para quebrar esta animosidade entre eles.

Retira-se temporariamente os animais mais possessivos e isola-os; em seguida, se insere o animal recém-chegado no espaço; Depois de uma ou duas semanas (após uma análise minuciosa de cada caso), o animal territorialista é reinserido neste espaço.

“É provável que depois destas medidas eles comecem a se aceitar e se tolerar na ilha, cada um respeitando o espaço do outro. Com a entrada da Elza, o Marcinho e a Linda se ausentarão temporariamente e o público pode acompanhar a movimentação da Elza na ilha”, conta Guerreiro.

Basílio ressalta que a ave será monitorada todos os dias pela equipe, a fim de que se possa verificar se esta está se alimentando corretamente, bem como analisar a evolução comportamental da ave, pois, além dos psitacídeos (família de animais como araras, papagaios etc.), na ilha também vivem tucanos, que por vezes também possuem um instinto territorialista.

“Até o momento, a Elza está se comportando muito bem, está se alimentando e interagindo com os outros animais. O fato dela estar se alimentando é um bom sinal, pois quando o animal não come, geralmente é porque está se sentindo ameaçado”, comenta o biólogo.

Basílio revela que Elza está confortável, com uma casinha de madeira feita exclusivamente para ela, onde ainda serão feitos alguns ajustes, tudo para tornar a experiência da arara a melhor possível. (AgênciaPará)