Hiroshi Bogéa On line

Aquicultores da região são registrados na Seagri

 

 

 Mais de 90 aquicultores registrados

Mais de 90 aquicultores registrados

 

Na tarde desta quarta-feira, 13, a Secretaria Municipal de Agricultura (Seagri) e a Superintendência Regional do Ministério da Aquicultura e Pesca (MPA), concluíram o registro de aquicultores de Marabá e municípios vizinhos, com objetivo de conhecer, quantificar, legalizar e fomentar a atividade aquícola na região.

Cerca de 90 criadores de peixe  haviam se cadastrado.

Segundo Rafael Farias Monteiro, técnico da Regional do MPA em Belém, a recepção em Marabá tem sido das melhores, sendo este município um dos dez primeiros do Estado a receber a equipe de registradores.

“A reunião preliminar, para esclarecer detalhes, na manhã de ontem (12), foi muito proveitosa, diante do interesse manifestado pelos participantes”, observou monteiro, complementando que eles indagaram sobre linhas de crédito, assistência técnica e outras questões relevantes à atividade.

Francisco de Acácio de Sousa, produtor rural do PA Santa Rita, a 16 quilômetros da sede municipal, cria cerca de seis mil peixes num pequeno açude e numa represa. Ele está com dificuldade com o baixo volume de água, porque não dispõe de recurso para aprofundar os reservatórios e nem pôde vender parte da produção na Semana Santa, devido à falta de licenciamento ambiental.

Acácio acredita que agora, com o apoio da Seagri, a situação vai melhorar em médio e longo prazo, visto que a partir do registro no MPA será mais fácil o licenciamento, assim como obter ajuda técnica e crédito, considerado de difícil acesso, para a aquisição de implementos para a produção do pescado.

Quanto ao crédito, Rafael diz que a dificuldade de acesso é pela falta de projetos que tenham base técnica e licenciamento ambiental. “Em Marabá, o licenciamento ambiental está mais fácil do que em outros municípios, porque é feito na própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente”, ressalta.

Em nível federal, as instituições financeiras (Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste) foram recomendadas a baixar juros e aumentar o parcelamento para a pesca e aquicultura. Exemplo disso, diz o técnico do MPA, é o microcrédito do Pronaf para pesca e aquicultura destinado ao jovem (16 a 29 anos), que tem prazo de até 10 anos, com carência de três anos e, se ele pagar as parcelas em dia, ainda tem desconto de 25%.

Ainda de acordo com Rafael, a Regional do MPA em Belém negocia com os bancos do Brasil e da Amazônia a facilitação de linhas de crédito para a pesca e aquicultura, lembrando, no entanto, que as melhores opções estão na faixa de R$ 2,5 mil a R$ 80 mil.

Uma equipe na SEAGRI será capacitada para dar sequência ao registro no MPA daqueles produtores rurais que pretendem entrar ou já estão nesse ramo e perderam essa oportunidade.

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1 Comentário

  1. Jorge Antony F. Siqueira

    14 de março de 2013 - 19:36 - 19:36
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    Caro Hiroshi, um dos problemas crescentes nesse setor e que é de domínio público, é o cadastramento indevido e fraudulento de pessoas que recebem dinheiro do governo na época do defeso, sem ao menos saber o que é uma tarrafa e muito menos ser pescador. São centenas que recebem o benefício. 14.03.13, Mba.-PA.

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