Aqui, não! Helder desdenha de decreto de Bolsonaro e diz que serviços essenciais é o Pará quem decide

Publicado em 11 de maio de 2020

Numa demonstração de que não teme nenhum tipo de agressividade do governo Bolsonaro, o governador Helder Barbalho, mais uma vez, mostrou que está decidido a enfrentar a pandemia seguindo os preceitos e protocolos adotados pela Ciência.

Em post publicado em suas redes sociais, Helder foi enfático ao desconsiderar  os efeitos de um decreto do governo federal, publicado hoje no DOU, declarando as atividades de salão de beleza, academias de ginásticas e barbearias como serviços essenciais.

Direto, o governador declarou:

 

“Diante do Decreto do Governo Federal, que considera salões de beleza, academias de ginástica e barbearias como serviços essenciais,  reafirmo que aqui no Pará essas atividades permanecerão fechadas. A decisão é tomada com base no entendimento  do STF”.

 

Disposto a sabotar as ações dos governadores e prefeitos que lutam para combater  as mortes por coronavírus  seguindo orientações das áreas de Saúde, Jair Bolsonaro mais uma vez tomou decisão  com objetivo de dividir a crença de que somente o isolamento social é capaz de reduzir as mortes e tornar o atendimento médico mais eficiente.

Em todo o país, no entanto,  as autoridades estaduais disseram não ao decreto do Palácio do Planalto.

Camilo Santana (PT), do Ceará, publicou em suas redes sociais que “apesar do presidente baixar decreto considerando salões de beleza, barbearias e academias de ginástica como serviços essenciais, esse ato em NADA altera o atual decreto em vigor no Ceará, e devem permanecer fechados”.

Flávio Dino (PC do B), do Maranhão, disse que “nada muda até o dia 20”. “Bolsonaro deveria estar preocupado com a atividade realmente essencial que cabe a ele cuidar, a de presidente da República, e passar a exercê-la com seriedade”, disse Dino.

João Doria (PSDB), de São Paulo, afirmou que vai avaliar e deve anunciar sua decisão nesta terça (12).

O paraense Hélder Barbalho (MDB-PA) e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, também disseram que vão ignorar o decreto de Bolsonaro e seguirão com as suas políticas restritivas.

No Rio de Janeiro, a assessoria do governador Wilson Witzel (PSC) informou que o estado crê que a decisão do STF dando autonomia para governadores legislarem sobre o tema dá segurança para a manutenção das restrições.

“Continuaremos com medidas regionais, alinhando medidas locais com os prefeitos, na proporção da taxa de contaminação”, afirmou Rui Costa (PT), governador da Bahia

PARÁ É O PRIMEIRO EM TAXA DE ISOLAMENTO

O estado do Pará alcançou, pela segunda vez, o primeiro lugar no ranking nacional de isolamento social. O índice alcançado pelo Estado foi de 54,95% no primeiro domingo de ações do ‘lockdown’.

Já a capital paraense, atingiu taxa de 60,1%. Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira (11), pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), por meio da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac)