Alpa: marabaenses vão radicalizar

Publicado em 13 de março de 2012

 

 

A intransigência da Vale em postergar decisão à solicitação da presidente Dilma Roussef para a mineradora investir na derrocagem do rio Tocantins, atrasando com isso a implantação da Alpa em quase três anos, levará a sociedade marabaense a radicalizar ações contra a empresa.

Estratégias em fase de gestação começaram  com a publicação de um grupo no Facebook denominado “A Alpa é Nossa”. Devem se acentuar com manifestações públicas e, finalmente, atos de maior efeito, como o fechamento da Estrada de Ferro Carajás, além de outras milongas mais.

A própria Vale, com seu discurso imperial de empresa privada,  está construindo esse cenário beligerante

Ainda tido como executivo de credibilidade nas tratativas com representações da sociedade local, o presidente da Alpa, José Carlos, corre sério risco de desgastar-se de vez em suas tentativas de explicar o inexplicável. Nas últimas reuniões de entidades sociais, o nome dele já foi citado como pessoa “que está tentando levar o problema com a barriga”.

Para se ter ideia da dimensão  ( e gravidade) do impasse que se forma, quase que diariamente ocorrem reuniões em pontos distintos da cidade, envolvendo lideranças sindicais, associativas e de organizações populares. O fomento desses encontros é um risco ao descontrole de ações estabanadas.

O ano de 2012 pode se transformar num cenário dos mais desestabilizadores para a Vale, na região -, tudo por causa da Alpa.

Anotem e confiram.

 

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Atualização às 09:04

O grupo “A Alpa é Nossa”, no Face, já conta com mais de dois mil membros, pouco menos de dez dias publicado.