Hiroshi Bogéa On line

A Sucuri na capital

Três dias depois, numa quarta-feira, o gerente da Varig local, Licínio Cortez, figura muito querida e respeitada na cidade, apareceu, como sempre fazia depois dos horários de vôos da companhia levando pra gente as edições de jornais do Brasil que apanhava no setor de leitura de bordo (jornais de fora não eram vendidos ainda naquela época em Imperatriz) e nos dava a pedido como cortesia para nossa atualização dos fatos nacionais. Ao entrar na redação com exemplar de O Imparcial (dos Diários Associados), jornal mais lido do Maranhão àquela época, já foi dizendo: -“A cobra de vocês esticou!”

Ao abrir a capa, tava em manchete: – Sucuri de sete metros morta em Imperatriz.

Ou seja, os coleguinhas de redação da capital copidescaram nossa matéria e, só pra não ficar igual texto e tamanho – afinal, cinco metros podia ser pequeno demais para o gosto dos leitores de São Luis -, deram mais uma arrepiada de dois metros.
Eu e Jurivê caímos em gargalhadas, de muitas outras que haveriam de explodir ainda por causa desse fato.

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