A morte de uma mulher em Marabá vítima de descarga elétrica ao atender celular conectado a rede elétrica, expõe riscos do uso do aparelho nessas condições

Publicado em 24 de agosto de 2021

A morte de  Lindalva Barros Moreira ocorrida semana passada no bairro São Félix, vítima de uma descarga elétrica enquanto atendia o celular que estava ligado à rede carregando bateria, é mais um alerta dos perigos que representa o atendimento de ligação telefônica com o aparelho conectado à tomada de eletricidade.

O hábito de utilizar o aparelho de celular conectado a  tomada é muito comum entre os usuários de aparelho celular, porém, a prática pode causar acidentes graves e até fatais, como esse fato ocorrido na cidade.

O acidente trouxe a tona novamente o alerta para os cuidados que se deve ter ao utilizar os celulares conectados a tomada.

Dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), no primeiro semestre deste ano, foram registrados 10 acidentes com carregadores de celulares no país, com um total de sete mortes.

O perigo é causado porque quando um aparelho está ligado na tomada, a bateria aumenta a temperatura automaticamente, fator que pode levar a um superaquecimento e, em casos mais extremos, a uma explosão. A principal recomendação é não utilizar o celular ou atender ligações se o aparelho estiver na tomada.

Segundo Alex Fernandes, executivo de segurança da Equatorial Pará, na prática, carregadores e celulares são construídos para evitar choques e explosões, porém, se houver falha no carregador, principalmente os que não são originais, ou mesmo na própria bateria, podem gerar sérios problemas.

Por isso, a recomendação é de não utilizar carregadores falsos, pois não possuem as devidas certificações e garantias de segurança.

É importante também evitar o uso de adaptadores e extensões, pois esses equipamentos aumentam o risco de sobrecarga nas tomadas.

Outro cuidado importante pontuado pela concessionária de energia é manter os aparelhos de telefone longe da água.

Ela funciona como uma espécie de condutor de eletricidade, por isso é tão importante evitar o uso dos celulares em ambientes com vapor de água, como no banheiro, pois há risco de curto-circuito e choques caso haja contato com a água.

Quando foi vitima fatal de uma descarga elétrica atendendo seu celular, Lindalva Barros Moreira estava lavando roupa em sua casa e atendeu à ligação com mãos molhadas, conforme relatou a mãe da vítima, na oportunidade.

Só para relembrar.

A concessionária de energia Equatorial emitiu uma nota, dia seguinte à mrte de Lindalva, que o blog reproduz como forma de alerta:

 

“Quando um aparelho está ligado na tomada, a bateria aumenta a temperatura automaticamente e ao manuseá-lo, a tendência é superaquecer ainda mais, o que pode levar à explosão. Caso aconteça uma descarga da rede elétrica, o usuário correrá sérios riscos de levar um choque. O risco é ainda maior em dias de chuva devido a possíveis descargas elétricas intensas”, diz a nota.

“Também não se pode deixar o celular carregando sobre superfícies em contato com a água, como banheiros e cozinhas, e propícios a incêndios, como as camas, banco do carro, perto de cortinas, objetos de madeira ou outros que propaguem fogo. Escolha superfícies lisas e em locais arejados”, diz um dos trechos da nota.