Hiroshi Bogéa On line

A força da Internet

Revelações fresquinhas de Ben Self, 32 anos, importante membro da campanha de Barack Obama na Internet.

Não diria que a internet pode fazer ou derrubar o candidato. Obviamente, é muito importante e traz muitas vantagens, mas não foi só a internet que fez o senador Obama presidente, foi uma série de fatores conjuntos. Acho que a grande diferença na forma como a campanha de Obama usou a internet, em relação ao que os outros fizeram no passado, é que ela entendeu como usar a rede para ajudar a conectar voluntários dando a eles ações, que realmente fizeram a diferença na campanha. Então essa foi a grande mudança. Sempre haverá candidatos que se recusarão a abraçar a novas tecnologias. Essa é uma ferramenta importante para falar com eleitores e também para motivá-los. Qualquer candidato que vire as costas para isso está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.

Sobre a ferramenta indispensável que uma campanha online deve ter, Self explicou:

1- Um website dinâmico e interessante que traga pessoas para a campanha e permita que elas façam parte dela.

2- Um mailing poderoso, contendo milhares, milhões de pessoas nele, é provavelmente, a peça mais importante de qualquer campanha online. É mais importante, de certa forma, que um bom website.

3- Os sites de relacionamento não são mais importantes que o website, nem que o e-mail, de jeito nenhum. É muito difícil ganhar a eleição “twittando”. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum.

Outra importante revelação de Ben:

Em uma campanha como a de Obama não há gurus. Há uma equipe e muito trabalho. Não se trata de uma campanha digital, mas de um programa planejado de engajamento e relacionamento digital. Não há pulo do gato, nunca houve um plano mestre secreto, não fizemos mágica. Apenas dotamos o eleitor de poder, voz e tecnologia. Eles fizeram o resto. Criamos “stakeholders”. Todo eleitor se sentiu dono da campanha.

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