A arte cantada

Publicado em 28 de outubro de 2007

Lado 1
Citando Drummond -, Zeca Baleiro fala, a seu modo obviamente, na lindíssima Musak, da desterritorialidade, conceito em voga.
Na voz de Rita Ribeiro, soa bonito:

“Na ante-sala do dentista
ouço o meu musak
Me entorpeço
esqueço meu coração
frágil badulaque”

Lado 2
Eu não gosto do bom gosto. Nem Adriana Calcanhoto.
Por isso ela ironiza, em Senhas, fazendo interessante reflexão sobre padrões estéticos:


“Eu agüento até os modernos
E seus segundos cadernos”