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Armas são apreendidas na fazenda Itacaiúnas

Quem informa é Walrimar Santos, da Agência Pará:

Foto Polícia Civil
Foto Polícia Civil

A Polícia Civil cumpriu, no último final de semana, mandados de busca e apreensão na área do projeto de assentamento da fazenda Itacaiúnas, de propriedade do Grupo Agropecuário Santa Bárbara Xinguara S/A, em Marabá, município do sudeste paraense. A busca foi realizada em cinco imóveis na área ocupada. Durante a ação policial foi apreendida uma pistola modelo 950-B, calibre 6.35mm e duas espingardas calibre 20.

Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de armas de fogo e depois liberadas, mediante pagamento de fiança. A operação foi coordenada pelo delegado Alexandre Nascimento, titular da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá (Deca).

Segundo o delegado, a ação foi decorrente de denúncias de furto e abate ilegal de gado, feitas por representantes de duas fazendas (Montanha e Barão Vermelho), localizadas no entorno da fazenda Itacaiúnas. De acordo com os denunciantes, pessoas ligadas à ocupação existente na Itacaiúnas estariam invadindo as outras duas propriedades rurais para matar bois a tiros e levar a carne, deixando apenas as carcaças dos animais.

Armas e carne – Diante da denúncia, a equipe da Deca se deslocou, no último sábado, até a fazenda Itacaiúnas, de posse de mandados de busca e apreensão, para tentar localizar armas de fogo e possíveis indícios da prática criminosa nas casas de cinco suspeitos. Segundo o delegado, foi feita busca nos imóveis, e as três armas de fogo foram encontradas nas casas da líder da ocupação, Maria Elza Gomes da Silva, e de Adão Trajano de Brito. Na casa de Adão foram apreendidas as duas espingardas.

Além das armas, a polícia encontrou em um refrigerador, também na casa de Adão, cerca de 30 quilos de carne bovina, com cortes que podem comprovar a denúncia de abate ilegal. Uma amostra da carne foi enviada para perícia. O delegado instaurou inquérito policial para apurar o furto e o abate ilegal de gado.

A fazenda Itacaiúnas foi invadida há mais de 10 anos, porém só em 2013 os ocupantes construíram casas na área. Atualmente, tramita o processo de desapropriação da área, para fins de reforma agrária.

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