Criação de ostras já é uma realidade no Pará
Em 3013, criadores de ostras fazem pose para máquina de um dos associados das entidades que regem a atividade na região do salgado (foto repassada ao blogueiro pela esposa do "seu"  Maia.
Em 2013, criadores de ostras fazem pose para máquina fotográfica de um dos associados das entidades que regem a atividade na região do salgado (foto repassada ao blogueiro pela esposa do “seu” Maia.

 

A semana iniciou com repercussão oferecida pela imprensa de Belém sobre os criadores de ostras de Augusto Correa, município localizado próximo a Salinópolis, e que vem se constituindo potencial criador de ostras.

A notícia merece ganhar mais espaço.

O blogueiro conhece o sistema de criatórios de ostras da localidade de Nova Olinda, lá em Augusto Correa.

Pelo menos para a população da região do salgado, com destaque para os municípios de Salinópolis, Curuçá, Maracanã e Augusto Correa, a criação de ostras é uma das principais alternativas de geração de renda.

Quando o blogueiro esteve lá, em 2013, a produção do molusco já era significativa.

Agora estão falando em algo próximo a 1.500 unidades/mês.

Isso apenas na vila Nova Olinda.

Ao longo desses três anos, os  ostreicultores vêm conquistando mercado pelo grau de organização dos grupos, reunidos na Rede Nossa Pérola – grupos de Nova Olinda (Augusto Corrêa), Nazaré do Seco (Maracanã), Lauro Sodré e Nazaré do Mocajuba (Curuçá), Pereru e Pereru de Fátima (São Caetano de Odivelas) e Santo Antonio de Urindeua (Salinópolis).

A formação dessa rede já se falava exatamente à época em que estivemos lá.

“Seu” Maia – o blogueiro não esquece o nome dele, figura extraordinária, de profundo senso coletivista e amante da natureza, um dos incentivadores de formação dos grupos, residente em Nova Olinda – dizia que a criação de ostras representaria alternativa  econômica para substituir a ação de extrativistas, que retiram as ostras de bancos naturais, causando danos ambientais e a diminuição das ostras em vários locais.

Ele brigava com quem atuava agredindo a natureza, “evangelizando” a necessidade de todos partirem para os criatórios.

O cativeiro é denominado de “travesseiro”, tipo de  tecnologia construída em base fixa ou flutuante de madeira ou PVC.

 

Já naquele tempo, certamente conscientizados pela fala do “seu” Maia, alguns ostreicultores de Nova Olinda apresentavam  conhecimento sobre educação ambiental, sabendo o que quer dizer o assunto, falando  não de uma maneira científica ou com palavras bem elaboradas, porém com uma visão popular, sentindo um pouco de insegurança ao se expressar, mas revelando  sabedoria sobre o assunto.

Ao ler esta semana que a produção de ostras naquela região cresceu significativamente, o blogueiro fortalece a crença de quem nem tudo está perdido – embora a realidade selvagem e beligerante dos dias atuais teimem querer provar o contrário.

"Travesseiro", tipo de  tecnologia construída em e base fixa ou flutuante de madeira ou PVC. (Foto divulgação Emater)
“Travesseiro”, tipo de tecnologia construída em e base fixa ou flutuante de madeira ou PVC. (Foto divulgação Emater)