Quando o carnaval passar

 

NOVO-BLOG-NOVO-ENDERECO-NOVIDADES-E-CONVITENas minhas andanças por aí, um dia chego à vila “Macaco Careca”, quase 300 km distante da sede de Marabá.

Lá, entre conversas informais com a gente humilde da zona rural, sou apresentado a uma senhora.

 

Você é que é o Hiroshi Bogéa? Eu leio seu blog todo dia…. Quando queremos saber das notícias, o blog seu é lido por todos nós na escola onde dou aula. No dia em que a Internet não funciona, ficamos chateados porque não sabemos o que você escreveu no blog. Sou sua fã!

 

Elogios ao blog, é uma constância, desde seu surgimento.

Já estou acostumado às manifestação carinhosas dos queridos leitores, que tanto bem fazem ao ego do escriba.

Mas a revelação da senhora do longínquo “Macaco Careca” me fez compreender a verdadeira importância deste espaço como meio de informação, e a responsabilidade obrigatória que sempre terei ao editá-lo.

Medir a importância deste sítio é fácil: basta passar uns dias sem atualizá-lo (como agora!), para sentir o peso das cobranças abrotarem às costas, seja através de ligações telefônicas ou mensagens.

Eu sempre disse que escrever para o blog é o meio mais agradável que tenho para levar a vida cercado de leveza, embora as consequências disso já tenham me valido alguns processos  – todos originários de denúncias que fiz aqui na blogosfera tentando igualizar as relações e desordenar as injustiças.

Mas como nenhuma das denúncias formuladas continham mentiras, a Justiça sempre valorizou o direito à informação, considerando improcedentes os questionamentos jurídicos.

Isso também é motivo de orgulho.

Pois bem, desde outubro de 2006 até os dias de hoje, já se passaram dez anos.

Ao final de 2016, percorrermos quase 4.000 dias de labuta.

Dez anos escrevendo aqui pra vocês, é uma história.

Quantas ligações telefônicas foram registradas nesse período, em busca da informação, checando relatos, capturando a notícia que o pessoal da vila “Macaco Careca” tanto gosta de ler, ao abrir os olhos?

Não tenho ideia.

Como não avalio os custos dessa empreitada.

Sim, custos financeiros!

Porque o leitor não imagina o que essa atividade subtrai monetariamente de nossas limitadas reservas.

Não é pouco, ao final de cada ano.

Quando o autor de um blog limita-se apenas a reproduzir o que outros publicam, copidescando textos, o barato não tem custo.

Mas a gente anda, viaja sempre que pode em busca de um fato ocorrido milhas distantes.

Ou repisa quantas ligações telefônicas sejam necessárias para publicar o acontecido (ou em vias de acontecer) sem correr o risco da barrigada tão comum entre os afobados de plantão.

Neste 2016, o blog completa dez anos, e vamos festeja-lo sob a égide da autoridade de quem já tem mais de 13 milhões de acessos, até este final de janeiro.

Como tiramos uns dias para renovar energias, entregamos ao craque Átila Giovanni, lá em Goiânia, a responsa de redesenhar uma nova formatação gráfica.

Ele já apresentou as mudanças sugeridas, e eu estou fazendo retoques, dando pinceladas aqui e acolá.

Aguardo uma nova logomarca em vias de criação.

Estamos concluindo a edição do primeiro vídeo a ser publicado no novo site, valorizando pessoas antigas que exerciam profissões em via de extinção, como parteiras, rezadeiras, vaqueiros, construtores navais, etc.

Inicialmente, planejávamos retornar com todo gás a partir desta semana, , mas adiamos a apresentação do novo blog para depois do carnaval.

Carnaval é carnaval, “tantos risos, tanta alegria, mais de mil palhaços no salão…”

Quando retornarmos, os leitores verão o  site reformado, com muitas novidades e novos atores ajudando a construir diariamente uma história a completar  10 anos, lutando por cidadania plena num país cheio de contradições, pelos direitos humanos numa terra de exclusão e por prerrogativas democráticas numa nação de cultura patrimonialista e autoritária.