25 policiais perseguem assaltantes de banco

Publicado em 9 de fevereiro de 2015

 

25 policiais civis e militares participam das buscas a quadrilha que matou uma jovem de 14 anos, em São Geraldo do Araguaia,  depois de assalto a agência do Banco do Brasil local.

São policiais civis de São Geraldo do Araguaia, da Superintendência Regional do Sudeste e da Divisão de Repressão ao Crime Organizado e policiais militares do Comando do Policiamento Regional-II, do Grupo Tático Operacional e da Companhia de Operações Especiais (COE).

Os policiais têm o apoio do helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).

A quadrilha destruiu a agência bancária e roubou aproximadamente R$ 600 mil.

Os bandidos fugiram levando moradores reféns.

Essa modalidade de assalto é conhecida, na gíria policial, como “vapor” – os assaltantes são violentos durante o ataque à cidade; chegam atirando para intimidar as pessoas e evitar qualquer reação.

O delegado Carlos Vieira, superintendente regional do sudeste do Pará, esteve em São Geraldo do Araguaia e disse que a ação criminosa começou às 2h40 e só terminou às 3h15.

Aproximadamente 10 bandidos participaram do roubo, portando fuzis calibre 556 e pistolas 9 mm. “Os assaltantes efetuaram disparos para várias direções”, disse o delegado.

Uma viatura da Polícia Militar foi atingida por três tiros, mas os ocupantes não foram baleados. Ainda de acordo com Carlos Vieira, após arrombar a tiros a entrada do banco, a quadrilha usou explosivos para estourar os cofres e os caixas eletrônicos e roubar o dinheiro. “Pessoas foram feitas reféns e forçadas a transportar os objetos do crime para os veículos”, disse o delegado, em informações repassadas à assessoria de comunicação da Polícia Civil.

Os criminosos fugiram em direção ao município de Piçarra, também no sudeste do Estado. Em uma das pontes, queimaram um carro.

Muito usada por assaltantes de banco, esta ação tem dois objetivos: eliminar evidências que tenham ficado no veículo e impedir a passagem dos policiais pela ponte, retardando a reação dos agentes de segurança pública.

Ainda de acordo com o delegado Carlos Vieira, mais adiante os assaltantes liberaram os reféns e os dois veículos que foram subtraídos destes para a fuga. O motorista de uma picape Hilux deu apoio mais à frente para eles fugirem.

O tenente-coronel Hélio Barbas, titular do Comando do Policiamento Regional-II (CPR-II), e quem coordena a busca aos bandidos pela Polícia Militar, disse que os assaltantes mataram a adolescente de 14 anos.

Segundo ele, a jovem estava no carro com o namorado.

É provável que os bandidos, ao avistar um carro peliculado, tenham imaginado se tratar da polícia. Eles atiraram no veículo e a adolescente morreu na hora, ao levar um tiro no rosto. Ainda segundo o oficial da PM, os bandidos fizeram pelo menos três moradores reféns e os levaram em três veículos. Pelo menos um desses carros pertencia a um dos reféns. Um automóvel foi incendiado pela quadrilha, na ponte.

O tenente-coronel Barbas confirmou que a quadrilha usou fuzil calibre 556 e pistola calibre 9 mm, não precisando  o número de assaltantes, mas informações iniciais apontam que a quadrilha era composta por aproximadamente 10 bandidos.

Segundo ele, em situações como essa não há como trocar tiros com os criminosos, pois isso colocaria em risco a vida de inocentes.