Hiroshi Bogéa On line

Um pouco de carinho e olhar humanitário na vida política só faz bem

As preocupações sociais da vereadora Cristina Mutran (MDB) marcam sua trajetória política.

Desde quando ocupava função de primeira-dama na gestão de prefeito de seu marido Nagib Mutran  Neto, idos anos 80/90,  a médica dedica seu tempo  na área pública a  procurar responder demandas, principalmente dos setores marginalizados da sociedade, considerados como vulneráveis.

Embora não atue como executiva, a parlamentar ecoa necessidades e busca alternâncias de soluções.

Dito isso, a explicação para este registro.

Sexta-feira última, participando de uma reunião da Associação de Moradores da Folha onde moro, como membro da mesma,  o blogueiro ouviu algumas mulheres citarem a presença de Cristina na vida da comunidade.

E a memória deste redator vazou o tempo, chegando à época em que Nagib, marido da parlamentar, era prefeito.

Sou testemunha do quanto a médica atuou com extrema dedicação para ajudar a reduzir as desigualdades, embora críticos do governo de seu marido repetiam que as ações de Cristina excediam ao assistencialismo.

Não foi bem assim.

Uma vez, ao lado de Nagib, ouvi Cristina relatar às suas auxiliares (maioria expressiva que trabalhava com ela era do sexo feminino) que a doação de cadeiras de roda a necessitados deveria seguir um protocolo elaborado a partir de alguns critérios que valorizavam a origem do pedido.

Assistentes sociais trabalhavam muito checando se as solicitações de cadeiras atendiam aos requisitos celebrados pela secretaria de Ação Social da época.

Em outra ocasião, assisti a atual vereadora negando o envio de cestas básicas a um grupo de pessoas que moravam em pleno centro da cidade.

O alerta de Cristina indicava a entrega das cessas apenas às famílias que integravam o cadastramento realizado previamente pela prefeitura, levando em consideração número de filhos, situação de risco social, etc.

 

Ou seja, havia critério social para a realização de ações.

Eu sou testemunha.

Na reunião de sexta-feira na Nova Marabá, o blogueiro pode  entender o quanto a dedicação social de Cristina criou raízes no seio da comunidade carente.

Ontem, alcançando Cristina pelo telefone, perguntei-lhe se sabia da dimensão da admiração das pessoas pelo trabalho que ela realiza, e se quando ocupou cargo de decisão no governo municipal, ao ajudar o marido na prefeitura, ela tinha noção do quanto seu nome ficaria gravado na memória das pessoas.

Cristina respondeu que não.

E que também jamais teve intenção de ser assim.

 

 

                                                                     “Eu era bastante jovem quando comecei na vida pública, ajudando meu marido na prefeitura. Logo comecei a descobrir um mundo diferente, diariamente vendo pessoas com as quais ninguém se preocupa, necessitadas, e aquilo me assustava porque eu percebia que o mundo não acordava para a realidade. Quando percebi, estava totalmente envolvida no processo, sofrendo muito por não ter condições, à época, para resolver tantas demandas. Naquele tempo, a prefeitura tinha parcos recursos, malmente davam para cobrir despesas como o pagamento de funcionalismo e manutenção da máquina.”

 

E vejam como a vida altera rotas, descarta planos, redireciona estradas.

Cristina Mutran tinha tudo para estar morando na capital,  de onde veio, levando uma vida totalmente alheia aos problemas sociais que hoje fazem parte de seu cotidiano, levados até à sua porta ou voluntariamente buscados pelas suas ações de apoio aos menos favorecidos.

Filha de  Procurador de Justiça do Estado do Pará,  Cristina formou-se em Medicina, idealizava levar sua vida profissional dentro de um hospital, mas o destino o levou até os braços daquele que viria a ser o futuro marido, também formado em Medicina, considerado um dos melhores cirurgiões enquanto exerceu a carreira.

O casamento a trouxe para Marabá, onde três anos depois acompanharia o marido na vida pública, eleito então prefeito do município.

Nesses  quase 30 anos de vida pública acompanhando o marido, Cristina nunca mudou seu comportamento humanitário.

Sempre esteve ao lado dos desafortunados.

Nunca perdeu o prumo, o olhar doce e dedicado.

Fiz uma entrevista com a vereadora, mas por questão de espaço, decidi publicá-la em outra etapa.

Vou transcrever a gravação e editar o depoimento aqui no blog até o final de semana.

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