Hiroshi Bogéa On line

“Sentei naquele banco da pracinha só porque…”

 

Prainha Marabá 2

 

Observem a foto.

Nela, duas situações.

A primeira, na parte de cima, a “prainha” despontando no Tocantins.

A segunda, ao centro da foto, a praça Duque de Caxias, com traçado leve e espaçado.

A “prainha” ficava entre a margem da cidade e a praia do Tucunaré.

Em determinada época do ano, em setembro, a gente atravessava a pé e ia tomar banho no lado superior dela. Ao longo deses 30 anos, o assoreamento do rio acabou com aquele patrimônio natural.

Registre-se, também:  a foto  é uma das poucas que se tem conhecimento a mostrar como era o traçado original da praça Duque de Caxias.

Vejam,  ao centro,como  a praça foi concebida para oferecer espaços diversificados, inclusive,  as ruas do seu entorno eram mais largas.

No local onde construíram aquela coisa horrorosa  que foi denominado de “Coliseu de Favela”, havia um largo que dividia a praça em duas partes.

O  largo, que  pode ser visto  bem no centro da praça,  servia de estacionamento e de pista de retorno, além de ser área de escape do vento que sopra sentido rio-praça.

Hoje, com o “coliseu” no meio, o centro da cidade deixou de ser beneficiado pela  circulação do vento que vem do rio.

Ao fundo, lado direito da foto,  o prédio da antiga câmara municipal.

Vamos fazer uma campanha aqui para identificar quem tem mais fotos da praça em sua concepção original.

O prefeito  João Salame tem um projeto de revitalização da Velha Marabá, no qual iremos estimula-lo a rever o traçado da Duque de Caxias, inclusive resgatando o coreto que fica em frente ao Armazém Paraíba, transformado num local de venda de artesanato de péssimo gosto.

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8 Comentários

  1. Francisco Sampaio Pacheco

    18 de dezembro de 2013 - 09:54 - 9:54
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    Virtualmente sentei naquele banco da pracinha só porque, e comecei a pensar.

    Lendo o que o João Dias e o Apinajé escreveram no tempo de moleques mas no bom sentido, mergulhei mais profundamente como se eu estivesse catando castanha nas profundezas do rio Tocantins, buscando uns arquivos um tanto empoeirados na mente, visualizando cada canto da cidade, cada banco da praça onde muitas vezes começou um amor adolescente, até mesmo na igreja ficando na expectativa que ela me veja com aquele olhar um tanto infantil!
    “Surgiu um sonho moleque de menino, e um lamento adulto”.
    Lamento!
    Essa foto de Marabá, não canso de olhar!
    Essa foto de Marabá me faz lembrar o padre com a vela na mão chamando pra rezar!
    Rezar uma reza comprida, para a família abençoar!
    Vou caminhando, sorrindo, cantando lembrando de lá!
    Uma saudade danada de doer, e não tenho como esquecer da gente desse lugar!
    Às tardes de domingo, cabelo penteado pro lado, com aquela marra esperando tocar o prefixo para mais uma sessão começar, nos enchendo de emoção, naquele e único cinema do lugar! ”CINE MARROCOS”.
    Ah, como eu queria aquela prainha todinha de volta sem nenhum grão de arei e gorgulho a menos, aquela água límpida, aquela natureza abençoada por Deus, todinha com certeza de volta!
    Ah, como eu queria acreditar, mas não tem volta não, e essa dor no coração, quando é que vai se acabar, quando é que vai se acabar pra tudo se ajeitar! A vida mudou e tudo se transformou!
    O tempo passou, o vento soprou e tudo acabou. Mas que lástima esse tal de progresso não planejado engolindo a natureza!

    Saudações marabaenses!!!

  2. Parsifal Pontes

    16 de dezembro de 2013 - 23:36 - 23:36
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    Meu caro Hiroshi,

    Nessa Marabá aí é que eu passava parte das minhas férias de julho, na casa do Lourival Macias, na Duque de Caxias e depois descia a Capitariquara para Tucuruí.
    A Capitariquara foi afogada pelo Lago da UHT, a praça foi asfixiada pelo desordenamento urbano e eu, como muitos outros que veem esses retratos, fiquei perdido no saudosismo do futuro do subjuntivo, que é a esperança de um dia, no futuro, reencontrar o pretérito imperfeito do indicativo.
    Para resumir, meu caro: nos perdemos em todos os tempos do verbo.

    Saudações tocantinas.

  3. Gilsim Silva

    16 de dezembro de 2013 - 21:18 - 21:18
    Reply

    HIROCHIBOGEA , Parabéns ! Essa foto resgata uma boa lembrança , eu tive esse privilegio de curti esse momento , inclusive o banho da prainha tinha um diferencial a água do Rio era mais veloz que a da praia do tucunré , lembra ? Quanto ao projeto de revitalização da Praça Duque de Caxias e Execelente. O coreto de ser resgatado, inclusive a rua que deu lugar ao “coliseu” deve tanbem ser resgatada reabrindo a vista para o Belo Tocantins.Os quiosques podem ser distribuídos e construidos em cada canto da praça conforme umprojeto adequado.Meu abraço e obrigado pelas boas lembranças.

  4. João Dias

    16 de dezembro de 2013 - 19:28 - 19:28
    Reply

    Estamos de Olho!

    Da monareta, eu aproveitava a garupa. Feito a primeira comunhão, o Chiquinho foi promovido a coroinha, haja vinho!

    Antes que a luz apagasse, a praça era ponto de encontro, comícios, paquera, bate-papo e namoro.

    Muitas vezes, fiz uso cativo daquele que fica próximo à Maçonaria. Quando estava ocupado, o Coreto era a solução.

    Às vezes, mudanças são necessárias, desde que pra melhor. No caso, me parece que não foi.

    sds. marabaenses.

  5. Francisco Sampaio Pacheco

    16 de dezembro de 2013 - 15:16 - 15:16
    Reply

    MARABÁ, A DOR DE UMA SAUDADE QUE FICOU!

    Só resta namorar através da lente do tempo a cidade bem natural como era! No outro lado da cidade, falando do Rio Itacaiunas, nesse período de verão, havia uma prainha bem no meio, onde logo após aquela pelada no granito se tomava um o gostoso banho tirando tiuba e tudo mais.

    Hoje quando chego a nossa Marabá, me ponho a perguntar: Que sol quente que tristeza, o que foi feio da beleza, daqui deste lugar….. era uma beleza de se viver e olhar!

    Há muitas coisas para se escrever daquele lugar! Vejo-me com a vela na mão, fazendo a primeira comunhão de joelhos no chão me pondo a rezar………muitas saudades !!!

    No largo da praça passeava de bicicleta monareta, rebocando no peito um mundo de felicidades e nada de tristeza!

    No dia seguinte, o palhaço passava cantarolando pelas ruas da cidade…hoje tem espetáculo? E a negrada respondia, tem sim senhor ….dentre outras tantas histórias pra se contar!

    Eu era feliz igual a vocês! Tive até um grande amor que um dia se foi! Um grande amor que um dia habitou no cantinho de um coração moleque. srsrss

    Confesso que a sombra do meu passado anda sempre comigo!

    Saudações marabaenses!

    • apinajé

      16 de dezembro de 2013 - 18:52 - 18:52
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      Pô Francisco,permita-me pegar carona em seu comentário,faço minhas suas palavras,eu hoje no alto de meus 50 aninhos também trago comigo a sombra ou a luz da saudade da meninice vivida por essas bandas,hora no principado de apinajés, hora em Marabá,na santa rosa,jogando bola no varjão,merendando bolo de arroz da dona Duca(quando sobrava do café da manhã),conta essas coisas para meus filhos,da mulecada gritando palhaço,da marca na mão para entrar de graça no espetáculo,e a “taba” de pirulito então?da matança e os muleques descendo a rampa em cima dos buchos, pegar piau com caniço em frente de casa,frito com carne de dentro ou com “figo”branco,enfim é lembrança que não acaba mais….
      um abraço

  6. junior

    16 de dezembro de 2013 - 14:03 - 14:03
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    hiroshi de que ano e esta foto? sou marabaense e estou com vc.

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