Hiroshi Bogéa On line

Produção de aço: nova era industrial na história do Ceará

Enquanto as autoridades do Pará  não demonstram qualquer interesse em viabilizar o parque industrial de Marabá, transformando o Estado num polo mitigador dos produtos originários da produção de aço, observem o que o governador Cid Gomes está fazendo no Ceará.

A matéria é de um jornal cearense:

 

 Foi lançada nesta terça-feira (02), na localidade de Primavera, em Caucaia, a pedra fundamental da construção da Siderúrgica Latino-Americana S/A (Silat). “Primeiro traríamos a fabricação da placa de aço, com a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que já transformamos em realidade. Em seguida, a transformação dessas placas em produto final, que é o que a Silat vai produzir aqui já na primeira fase. Estamos antecipando esse segundo momento”, comemorou o governador Cid Gomes. A indústria será implantada em uma área de 148 hectares e terá como investimento na primeira fase de implantação R$ 300 milhões, gerando 200 empregos diretos e 800 indiretos.

O Governador ressaltou que não há região que tenha se desenvolvido plenamente sem que tivesse indústrias de base, como refinaria e siderúrgica. “Nós realizamos a um só tempo dois sonhos, uma Siderúrgica que é fundamental para que possamos evolucionar a participação da indústria na nossa economia, gerando empregos e melhoria de vida para as pessoas, e também a ZPE (Zona de Processamento de Exportação), que também atrairá também outros empreendimentos”, afirmou Cid Gomes. O Ceará será o primeiro estado a ter a ZPE implantada. Enquanto a CSP produzirá placas de aço, que é um bem intermediário, a Silat já vai transformar esse produto intermediário em produto acabado. “Isso é a antecipação de um efeito poderoso que um empreendimento de base como a CSP traz, ela vai atrair muitas indústrias para cá e essa é a primeira dela”, disse Cid.

Segundo o presidente da Silat, Luiz Eduardo Barbosa de Moraes, o dever da indústria será inicialmente suprir toda a demanda de aço do Estado. “O Governo do Estado é um parceiro interessado e decidido. Estamos hoje plantando a primeira semente dessa instalação”, completou. Na Silat, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) terá participação acionária de 10%, sendo essa a primeira parceria formal em empresas que têm parcerias com o Governo do Estado

A implantação da Silat acontecerá em três fases. Na Fase 01 produzirá vergalhões, fio máquina e malhas de aço acabadas, em uma área construída de 60.000 metros quadrados. A produção será de 600.000 toneladas por ano de vergalhões e fio máquina, e 60.000 toneladas por ano de malhas de aço acabadas. Na Fase 02 produzirá 700.000 toneladas por ano de chapas laminadas para utilização na indústria naval, de torres eólicas, de linha branca e automobilística. A terceira Fase contemplará uma Aciaria que produzirá o tarugo, matéria prima para a laminação de aços longos. A Unidade para fabricação de malhas entrará em operação ao longo de 2013, enquanto que o Trem de Laminação de Aços Longos começará a produzir em 2014.

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12 Comentários

  1. fabiano neres brito

    23 de outubro de 2012 - 14:58 - 14:58
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    Fico triste com a politica principalmente a paraense. olhando para marabá vejo que a politica local estar defazada,pois o povo não sabe votar e muita das vezes não te opção, tem vereadores em marabá que já esta na ora de aposentar tem mais de 25 anos de politica e não fazem nada menos nada, e um zero a esquerda.”Ha se o povo tivesse educação e soube votar”. “Ha como seria bom se em um pais “democratico” o voto não fosse “obrigatório”.Ha se a gama de vereadores “fracos” de marabá tivesse atitude de lutar pelos interesse do povo e do municipio,vamos vêr se esse novo prefetio que vai entrar no dia 01/01/2013 vai conseguir algum beneficio para a cidade,pois o mesmo demostro que estar com tanta força politica, agora e a hora da verdade,pois os principais compromisso do mesmo foram ( 500 quilometros de asfalto e a viabilização da alpa) desde já obrigado!

  2. fabiano neres brito

    23 de outubro de 2012 - 14:42 - 14:42
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    Em terra que niguém luta para conseguir investimentos para o municipio, so acontece isso mesmo.Os investimentos acontecendo em outros estados e o nosso com uma gama de politicos “fracos” , não fazem nada para evitar que a cidade de marabá consigua alguma coisa, ficando uma panelinha comendo o dinheiro e o resto do povo fica as traças…… “sanguessugas”!

  3. GIlsim Silva

    20 de outubro de 2012 - 13:16 - 13:16
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    Caro Hiroshi,concordo com o comentário das 10:33 hs.de 18/out. Sem duvidas temos que tratar esse Grande Projeto de maneira responsável, destribuirndo e fazer cumprir as obrigações de atribuição de cada esfera, seja Municipal , Estadual ,Federal e da própria Vale.. Acredito que o nosso Prefeito Eleito João Salame, fará o diferencial nas novas negociações aparti de janeiro já na condição de Prefeito de fato da Marabá que queremos. Grande, Forte e Respeitada.abs

  4. Francisco Salvador

    20 de outubro de 2012 - 11:26 - 11:26
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    Pará, eita nome triste.
    O que vemos é a velha politica do vigimento, do empurra pra lá e pra cá, enquanto isso os Cearences vão aproveitando talvez a beneses da” burrice” do Pará, pará para que avança Ceará.

  5. ...

    18 de outubro de 2012 - 10:33 - 10:33
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    Acredito que não devemos condenar apenas o Governo Estadual, veja:
    Logo no lançamento da pedra fundamental, em que Lula estava aqui como então presidente, já tinha posse de um projeto de hidrovia, passado as eleições um dos primeiros atos de Dilma vetar a Hidrovia do Tocantins! Ora sem a capacitação logística da hidrovia a ALPA é sim inviável!
    No final do mandato Lula se montou assim um projeto relâmpago, e já na metade do governo Dilma o processo do novo projeto anda-se mais lento que tartaruga aposentada!
    O governo estadual tem sua parcela de culpa? Claro, têm os abusivos R$26mi do Lote 11!? E por que ele não pagou? Oras, vai investir na ALPA em que a Dilma emperra para não sair!? Vais torrar esse R$26 mi se o governo federal não cumpre a parte que lhe é devido!
    Logo após a saída a Hidrovia do Tocantins vai ser fácil pressionar o governador a pagar o Lote 11, mas exigir que ele pague sem a Dilma tirar a Hidrovia do papel, com a chance da ALPA sair do Pará não dá né!

  6. ANONIMO

    17 de outubro de 2012 - 14:36 - 14:36
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    Tudo bem,parabéns p/o governo do Ceará; agora, que ninguém nos ouça: Ô lugar de gente baixinho e feio de doer esse Ceará rapá ! Só nas praias e nos shopings, a gente livra umas .

  7. Evandro Jr

    17 de outubro de 2012 - 14:28 - 14:28
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    E o Ítalo?
    Ele está um pouco ausente….

    • Hiroshi Bogéa

      17 de outubro de 2012 - 15:33 - 15:33
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      Evandro, o Ítalo continua batalhando, sem parar, para que a Alpa e o pólo metal mecânico não sejam apenas um sonho de carnaval. Essa semana mesmo ele realizou encontros para mostrar a situação dramática pela qual está passando o parque industrial de Marabá. Ele é o ícone dessa batalha, ao lado de alguns diretores da ACIM, entre eles o Mauro Souza e o Gilberto Leite, que mesmo fazendo tratamento de saúde, está sempre antenado com os fatos e sugerindo caminhos.

  8. Andra Barbosa de Carvalho Sousa

    17 de outubro de 2012 - 13:53 - 13:53
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    Temos, que reagir, a riqueza que faz muitos ricos, sai do nosso estado. Enquanto isso nós ficamos pobres!!!!!!

  9. joao filho

    17 de outubro de 2012 - 07:45 - 7:45
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    sera que o governo do estado nao tem vergonha disso?

  10. Anônimo

    16 de outubro de 2012 - 15:56 - 15:56
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    Não sou de radicalizar, porém se o povo do sul do Pará quizer mesmo a Alpa, vamos ter que começar a radicalizar, precisamos tomar frente, precisamos de alguem que realmente lidere esta luta. Acredito que é hora de pensar em fechar os trilhos para Vale, interroper o pagamento de impostos para o Estado e a Nação. Precisamos de agir, pois sem luta e sem guerra não vai haver conquistas!!!

  11. Anônimo

    16 de outubro de 2012 - 15:42 - 15:42
    Reply

    Enquanto isso, a ALPA vai virando poeira.

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